Órgãos de imprensa e presidenciáveis mostram repúdio aos ataques à sede da Editora Abril

Após a Editora Abril receber pichações e muito lixo em sua sede, na última sexta-feira (24/10), associações de imprensa e os próprios candidatos à Presidência vieram a público para mostrar repúdio aos ataques.

Atualizado em 25/10/2014 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.


O protesto de cerca de 50 pessoas foi motivado pela denúncia publicada no mesmo dia pela revista Veja , acusando a candidata à reeleição da Presidência, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula, de estarem cientes de esquema de desvio de dinheiro público na Petrobras.


Crédito:Reprodução/Twitter Sede da Editora Abril foi pichada e recebeu muito lixo como forma de protesto contra a revista "Veja"

Em nota oficial, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) declarou que “repudia veementemente os ataques”. “A Abert acompanha com preocupação episódios como o de sexta-feira, pois a entidade considera grave qualquer “ato de intimidação à liberdade de imprensa”.

O jornalista José Roberto de Toledo, atual presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), também se manifestou sobre o caso em seu perfil no Facebook: "o punhado de irresponsáveis que jogou lixo e pichou a fachada da Abril parece ser jovem demais para entender o dano potencial de sua imbecilidade".


A Ordem dos Advogados de São Paulo também deixou clara sua posição sobre o episódio. Em entrevista ao site da Veja , Alberto Rollo, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, que os ataques não combinam com o exercício da democracia.


Discurso semelhante teve o candidato à Presidência Aécio Neves. Em seu último dia de campanha, neste sábado (25/10), em Minas Gerais, ele defendeu a liberdade de expressão, informou o site do jornal O Estado de S. Paulo .


"Ao tentar proibir a circulação desta revista, há uma demonstração clara do descompromisso do Partido dos Trabalhadores com a democracia. É um atentado que deve receber o repúdio da população".


A candidata Dilma Rousseff também demonstrou repúdio aos ataques, neste sábado, em Porto Alegre. "Lamento qualquer ato de vandalismo. Não concordo. Repudio todas as formas de violência como resposta e discussão política. Isso é uma barbárie, não deve ocorrer. Deve ser proibido. Só podemos aceitar atos pacíficos. Não se faz um país civilizado dessa forma".