Organização questiona perseguição a correspondente da agência AP na África

Organização questiona perseguição a correspondente da agência AP na África

Atualizado em 16/04/2010 às 17:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (14), o correspondente da agência de notícias AP e repórter da Africa nº1 Radio, Samuel Obiang Mbama, ficou preso durante cinco horas na cidade de Malabo, capital da Guiné Equatorial; fato condenado pela organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), entidade de vigilância da liberdade dos profissionais de imprensa.

O jornalista foi preso no Aeroporto Internacional de Malabo, local em que foi cobrir a chegada de representantes da Comunidade Africana para Economia e Questões Monetárias (CEMAC, na sigla em inglês), que participam de encontro nesta semana.

O jornalista teria sido preso, segundo as forças de segurança do Aeroporto, por não possuir credencial que permitiria sua cobertura.

"É inaceitável que forças de segurança possam impedir que o jornalista faça a cobertura da chegada dos representantes da CEMAC ao aeroporto de Malabo", escreveu a RSF em comunicado à imprensa.

"Será que Obiang Mbana, único correspondente na Guiné Equatorial da AF, terá o mesmo fim de seu predecessor que foi demonizado e atacado em razão da desconfiança das autoridades que são arredias à imprensa estrangeira?", questionou a entidade referindo-se ao caso de Rodrigo Angue Nguema, que foi substituído por Mbana em 2009.

"As autoridades nunca devem requisitar que jornalistas tenham credenciais especiais para a cobertura da chegada de representantes a um aeroporto. Eu fui o único jornalista preso, mesmo sendo um jornalista credenciado pelo meu empregador", disse Mbana a RSF.

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