Opinião: Superficialidade marca estreia do "Na Moral"
Na última quinta-feira (05/07), a Rede Globo estreou “Na Moral”. A atração comandada por Pedro Bial ganhou a faixa da meia-noite. A “terceira linha de show”, exibida após a novela das nove, foi criada para barrar o crescimento da Record que colhia bons números com os reality shows.
Atualizado em 06/07/2012 às 18:07, por
Fabio Maksymczuk.
Hoje, o quadro é outro. A emissora da Barra Funda perdeu fôlego. Por isso mesmo, não há necessidade da Globo empurrar seu telejornal para quase 1 da manhã. Mesmo assim, permanece com a estratégia de programação. O programa da terceira linha de show ganha cerca de 30 minutos no ar (tempo de arte). Muito pouco. Pá. Pum. O problema maior de “Na Moral” residiu nesse ponto. Bial recebeu quatro convidados no palco: Alexandre Pires, Antonio Carlos Queiroz, Luiz Felipe Pondé e Maria Paula. Um enorme e belo tapete marca o bonito cenário. O pequeno auditório dá um tom intimista. Um quê de “Café Filosófico”, exibido na TV Cultura. Além dos quatro convidados que debateram o tema “politicamente correto”, Bial ainda retratou histórias de assédio sexual e assédio moral. Ocorreu uma dramatização dos fatos reais (a la programa Márcia). Depois, os protagonistas reais das situações foram ao palco contar sobre as consequências dos abusos. Edição muito cortada. Comentários rasos em virtude do tempo escasso. Muito superficial. Sem aprofundamento. E ainda foi ao ar uma matéria vapt-vupt de Bial entrevistando os “populares” pelas ruas. Tudo jogado ao colo do telespectador. Mesmo assim, Bial foi muito bem no comando da nova aposta da Rede Globo. De fato, o jornalista se transformou em um apresentador de atrações de entretenimento. Em 30 minutos, “Na Moral” deveria focar apenas um assunto com, no máximo, dois convidados. É necessário aprofundar as discussões.
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