Opinião: “O Nudge, o elefante e a economia comportamental”, por Daniela Barbará
Até pouco tempo o termo Nudge não tinha muito significado na minha vida. Afinal parecia mais um termo de economês que definiria uma tendência moderna.
Atualizado em 05/12/2017 às 15:12, por
Daniela Barbará.
O que é? Nudge é um neologismo que significa empurrãozinho, ou seja, nós podemos usar esses conhecimentos que temos sobre a cognição humana sobre a tomada de decisão pra ajudar as pessoas a agirem, a se portarem de uma maneira mais positiva para elas próprias e em termos coletivos também.
De acordo com o especialista em economia comportamental – tema que foi agraciado neste ano com o Prêmio Nobel-, Carlos Mauro, o Nudge e a imagem do elefante (pode ser a mãe ou o pai) dando um toquezinho, um empurrãozinho no elefante bebê pra que ele se movimente ou se comporte da maneira adequada. “Isso tem sido tão importante que em alguns momentos nós podemos utilizar esses empurrõezinhos pra fazer com que as pessoas joguem coisas no lixo ou que façam xixi no lugar certo. Os homens, pronto, sabem que é uma diversão acertar ali o buraquinho, mas tendo um campo assim um golzinho fica fit né; é mais interessante”, relatou Mauro em uma palestra em São Paulo.
Por ser um dos pioneiros e um dos principais desenvolvedores da área da Economia Comportamental em Língua Portuguesa, o executivo defende que os estudos nesse campo revelam os comportamentos dos consumidores. E são importantes para definir estratégias de comunicação direcionadas a vendas, tema que tem sido altamente demandado pelos clientes das agências de comunicação.
A ideia do elefante tocando o elefantinho mostra quanto o comportamento é relevante nas vidas de todos nós, nossos filhos, das pessoas que estão nas escolas sejam os professores ou os alunos, ou seja, as pessoas que estão em sofrimento organizacional; aquelas que sofrem dentro das organizações porque lhe são cobradas uma determinada racionalidade que não é do ponto de vista cognitivo possível.
Temos que aprender a aceitar as pessoas, os seres humanos do ponto de vista da racionalidade e da cognição como essas pessoas são; como nós somos. É muito frustrante cobrar uma pessoa aquilo que ela não pode dar. E a pergunta filosófica é: será que se pudessem dar seria a melhor coisa?
De acordo com Carlos Mauro, “nesse momento eu acho que podemos pensar quando formos comprar um iogurte, quando formos decidir qual vai ser a nossa próxima viagem, se os nossos governantes pensam ou não em termos comportamentais. Podemos nesse momento pensar será que é o sistema um que funciona, será que é o sistema dois que está em funcionamento? Será que eu sou tão racional assim? Será que eu devo procurar mais informação? Ou será que de fato é impossível eu processar toda aquela quantidade enorme de informação de modo racional?”
Em suma, para o consultor, o movimento da economia comportamental é o de cobrar as instituições que construam políticas sejam organizacionais, sejam públicas, adaptadas a nós seres humanos normais e comuns.
Crédito:Arquivo pessoal * trabalha há vinte anos com comunicação corporativa. É formada em jornalismo pela FIAM com pós-graduação em Relações Internacionais pela FAAP. Em redações, passou pela Gazeta Mercantil, agência Dinheiro Vivo e outros veículos com maior ênfase em cobertura econômica. Durante três anos trabalhou com comunicação em aviação civil no Brasil e na América do Sul com a GOL, Varig e TAM. Atuou na equipe de gestão de crise da queda do vôo 1907 da Gol. Nos últimos oito anos é diretora de Operações da EVCOM, coordena voluntariamente o grupo de trabalho de RH da Abracom há quatro anos e é professora convidada para aulas sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise para cursos de graduação e pós-graduação.
De acordo com o especialista em economia comportamental – tema que foi agraciado neste ano com o Prêmio Nobel-, Carlos Mauro, o Nudge e a imagem do elefante (pode ser a mãe ou o pai) dando um toquezinho, um empurrãozinho no elefante bebê pra que ele se movimente ou se comporte da maneira adequada. “Isso tem sido tão importante que em alguns momentos nós podemos utilizar esses empurrõezinhos pra fazer com que as pessoas joguem coisas no lixo ou que façam xixi no lugar certo. Os homens, pronto, sabem que é uma diversão acertar ali o buraquinho, mas tendo um campo assim um golzinho fica fit né; é mais interessante”, relatou Mauro em uma palestra em São Paulo.
Por ser um dos pioneiros e um dos principais desenvolvedores da área da Economia Comportamental em Língua Portuguesa, o executivo defende que os estudos nesse campo revelam os comportamentos dos consumidores. E são importantes para definir estratégias de comunicação direcionadas a vendas, tema que tem sido altamente demandado pelos clientes das agências de comunicação.
A ideia do elefante tocando o elefantinho mostra quanto o comportamento é relevante nas vidas de todos nós, nossos filhos, das pessoas que estão nas escolas sejam os professores ou os alunos, ou seja, as pessoas que estão em sofrimento organizacional; aquelas que sofrem dentro das organizações porque lhe são cobradas uma determinada racionalidade que não é do ponto de vista cognitivo possível.
Temos que aprender a aceitar as pessoas, os seres humanos do ponto de vista da racionalidade e da cognição como essas pessoas são; como nós somos. É muito frustrante cobrar uma pessoa aquilo que ela não pode dar. E a pergunta filosófica é: será que se pudessem dar seria a melhor coisa?
De acordo com Carlos Mauro, “nesse momento eu acho que podemos pensar quando formos comprar um iogurte, quando formos decidir qual vai ser a nossa próxima viagem, se os nossos governantes pensam ou não em termos comportamentais. Podemos nesse momento pensar será que é o sistema um que funciona, será que é o sistema dois que está em funcionamento? Será que eu sou tão racional assim? Será que eu devo procurar mais informação? Ou será que de fato é impossível eu processar toda aquela quantidade enorme de informação de modo racional?”
Em suma, para o consultor, o movimento da economia comportamental é o de cobrar as instituições que construam políticas sejam organizacionais, sejam públicas, adaptadas a nós seres humanos normais e comuns.
Crédito:Arquivo pessoal * trabalha há vinte anos com comunicação corporativa. É formada em jornalismo pela FIAM com pós-graduação em Relações Internacionais pela FAAP. Em redações, passou pela Gazeta Mercantil, agência Dinheiro Vivo e outros veículos com maior ênfase em cobertura econômica. Durante três anos trabalhou com comunicação em aviação civil no Brasil e na América do Sul com a GOL, Varig e TAM. Atuou na equipe de gestão de crise da queda do vôo 1907 da Gol. Nos últimos oito anos é diretora de Operações da EVCOM, coordena voluntariamente o grupo de trabalho de RH da Abracom há quatro anos e é professora convidada para aulas sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise para cursos de graduação e pós-graduação.





