Opinião: O impeachment e o esporte, por Rodrigo Viana
O impeachment da presidente Dilma Rousseff impacta de forma contundente também a vida esportiva do país. Os Jogos Olímpicos, que estão marcados para o mês de agosto, no Rio de Janeiro, serão drasticamente afetados.
Atualizado em 21/06/2016 às 17:06, por
Rodrigo Viana.
E não somente em infraestrutura. O ministro dos Esportes, Ricardo Leyser, indicado pela presidente afastada, não estará mais à frente dos Jogos. Pergunto: e todo o planejamento que foi feito com ele e por ele? Será mudado? O desempenho do Brasil sofrerá alterações?
Não custa lembrar que Leyser trabalha no Ministério dos Esportes desde 2003 e comandava a Secretaria Nacional de Alto Rendimento. Além disso, ele é considerado o nome mais técnico do Ministério do Esporte e era o homem forte do governo na Olimpíada. Comandava o financiamento da preparação da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos e de parte das obras das arenas esportivas.
Ricardo Leyser também foi secretário nacional de Esporte Educacional e secretário executivo para os Jogos Pan-Americanos do Rio entre 2005 e 2007. Foi ele quem coordenou as ações federais na candidatura olímpica de 2016. Graduado em administração pública pela FGV-SP e em ciências sociais pela USP, tem especializações em estudos estratégicos, gerenciamento de empreendimentos, gestão estratégica de negócios, marketing governamental e planejamento estratégico situacional, entre outras.
Mas não para por aí. E os cursos de graduação e mestrado em gestão do esporte que foram apresentados na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, eles terão continuidade? Novamente, o então ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o então ministro da secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, o vice-reitor da UFF, Antônio Cláudio da Nóbrega, e o professor João Bouzas Marins apresentaram no mês passado as novidades que pretendem ou pretendiam tirar o Brasil de um atraso secular no futebol.
Mas o estrago é ainda mais profundo. E o que será do Bolsa Atleta, maior programa de incentivo direto ao atleta no mundo? O programa é mantido desde 2005 (governo Lula). O público beneficiário são atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade.
Os beneficiados pelo Bolsa Atleta recebem a ajuda durante um ano. O dinheiro é depositado em conta específica do atleta na Caixa Econômica Federal. A prioridade é destinar o auxílio aos praticantes de esportes que compõem os programas dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos. Em seguida, o benefício se destina aos praticantes de modalidades consideradas não olímpicas (que compõem o programa dos Jogos Pan-Americanos) e de outras que não fazem parte dessas competições. O que se espera do novo governo é que mantenha aquilo que estava dando certo no esporte.

Não custa lembrar que Leyser trabalha no Ministério dos Esportes desde 2003 e comandava a Secretaria Nacional de Alto Rendimento. Além disso, ele é considerado o nome mais técnico do Ministério do Esporte e era o homem forte do governo na Olimpíada. Comandava o financiamento da preparação da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos e de parte das obras das arenas esportivas.
Ricardo Leyser também foi secretário nacional de Esporte Educacional e secretário executivo para os Jogos Pan-Americanos do Rio entre 2005 e 2007. Foi ele quem coordenou as ações federais na candidatura olímpica de 2016. Graduado em administração pública pela FGV-SP e em ciências sociais pela USP, tem especializações em estudos estratégicos, gerenciamento de empreendimentos, gestão estratégica de negócios, marketing governamental e planejamento estratégico situacional, entre outras.
Mas não para por aí. E os cursos de graduação e mestrado em gestão do esporte que foram apresentados na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, eles terão continuidade? Novamente, o então ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o então ministro da secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, o vice-reitor da UFF, Antônio Cláudio da Nóbrega, e o professor João Bouzas Marins apresentaram no mês passado as novidades que pretendem ou pretendiam tirar o Brasil de um atraso secular no futebol.
Mas o estrago é ainda mais profundo. E o que será do Bolsa Atleta, maior programa de incentivo direto ao atleta no mundo? O programa é mantido desde 2005 (governo Lula). O público beneficiário são atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade.
Os beneficiados pelo Bolsa Atleta recebem a ajuda durante um ano. O dinheiro é depositado em conta específica do atleta na Caixa Econômica Federal. A prioridade é destinar o auxílio aos praticantes de esportes que compõem os programas dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos. Em seguida, o benefício se destina aos praticantes de modalidades consideradas não olímpicas (que compõem o programa dos Jogos Pan-Americanos) e de outras que não fazem parte dessas competições. O que se espera do novo governo é que mantenha aquilo que estava dando certo no esporte.






