Opinião: "A orquestra do bem", por Heródoto Barbeiro
Uma orquestra é o melhor exemplo de trabalho em equipe. Sem ela, toda a beleza da música sumiria uma vez que cada músico tocaria o que bem e
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Há casos em que o maestro é dispensável. Isso não quer dizer que não há liderança, esta pode ser pessoal ou compartilhada. Pense agora em um conjunto de jazz. Todos tocam a mesma música, ninguém atropela ninguém e o resultado é ótimo. Em determinado momento, há um espaço para o improviso. Todos os músicos fazem o improviso e se destacam do conjunto durante algum tempo. Confirmam a tese que em um determinado momento do dia todos nós somos líderes. Há outros exemplos. Quem é o líder em um voo? É o comandante, é claro, e é bom que assim seja. No mundo de rápidas mudanças que vivemos é preciso planejamento, avaliação das forças para realizar o desejo e quais as estratégias que vão ser usadas para vencer. Para isso, é preciso estar preparado, treinado e disposto a enfrentar desafios. Contudo é preciso estar atento para o imprevisto, que Nassim Taleb chama de cisne negro, e os budistas de tigre. Ou seja, não se pode baixar a guarda nunca sob o risco de se tomar um nocaute.
Rui Pereira neste "Orquestrando a Felicidade no Trabalho" aponta de forma didática, leve, bem-humorada, com exemplos do dia-a-dia a direção para o sucesso. É possível trocar a profissão depois de ter feito duas faculdades e obtido certificação para trabalhar? Sim, conheço um exemplo: eu. Passei a viver de jornalismo aos 42 anos de idade. Deixei de ser professor e advogado, com OAB, para pular de cabeça no jornalismo. Não estou arrependido. Tenho estudado e buscado conhecimento para entender a revolução que as mídias sociais estão provocando e virando tudo de pernas para o ar. Agora que tenho mais de 70 anos fiz um estágio na CNN para jovens e inexperientes jornalistas. Estou no segundo grupo, é claro.
*Heródoto Barbeiro é escritor e jornalista da RecordNews editor do Blog do Barbeiro, ex-âncora do Roda Viva, da TV Cultura, e do Jornal da CBN, autor nas áreas de jornalismo, historia, comunicação corporativa e budismo.






