Operação do MP em oito estados busca provas de racismo contra Maria Júlia Coutinho

Uma operação do Ministério Público de São Paulo em oito estados apreendeu provas por crimes de racismo contra a jornalista Maria Júlia

Atualizado em 10/12/2015 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma operação do Ministério Público de São Paulo em oito estados apreendeu provas por crimes de racismo contra a jornalista , da Rede Globo. Os suspeitos foram levados para se explicar.
Crédito:Reprodução MP busca envolvidos no caso de racismo contra a jornalista
De acordo com o G1, a Polícia Militar apreendeu o computador do auxiliar de produção Kaíque Batista, de 21 anos, na zona norte de São Paulo. O jovem negou envolvimento no crime, mas diz que vai denunciar os envolvidos.
A justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito estados, pois segundo a investigação, os grupos que enviaram mensagens racistas à jornalista são numerosos.
Na capital cearense, foram apreendidos quatro celulares e um notebook, mas o suspeito se negou a prestar esclarecimentos. Porém, um dos líderes dos ataques foi encontrado em casa, no interior de São Paulo, e os promotores encontraram no celular dele grupos com mensagens racistas.
Os agressores identificados responderão pelos crimes de injúria, racismo e organização criminosa.
Entenda o caso
Em julho deste ano, a jornalista Maria Júlia Coutinho foi alvo de ataques racistas nas redes sociais. Na época, os âncoras do "Jornal Nacional" — Willian Bonner e Renata Vasconcelos — iniciaram a campanha #SomosTodosMaju para repudir o ato.