ONG RSF e intelectuais dizem que política de Chávez é restritiva à liberdade
ONG RSF e intelectuais dizem que política de Chávez é restritiva à liberdade
A Organização Internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e um grupo de intelectuais criticaram, nesta segunda-feira (19), a política do presidente venezuelano Hugo Chávez por a considerarem restritiva para as liberdades.
Por ocasião do encontro de Chávez com o presidente francês na próxima terça-feira (20), o secretário-geral da RSF, Robert Ménard, enviou uma carta a Sarkozy na qual lembra que o presidente venezuelano colocou diversos "obstáculos" à liberdade de imprensa durante seu mandato.
Ménard disse que Chávez "fez calar toda voz crítica ou dissidente, para eliminar progressivamente toda forma de contra-poder" e citou como exemplos o fechamento da rede RCTV e o controle de "sete redes de televisão, 20 redes de rádio, uma operadora de telefonia e cerca de 60 jornais".
A RSF ainda destacou que as autoridades de Caracas se negaram a dialogar com a organização quando foram requisitadas e que responderam com uma "acusação grotesca e infundada de que a organização trabalha para a espionagem americana e busca organizar um golpe de Estado" no país.
Chávez também é criticado em um artigo publicado na edição desta segunda-feira (19) do jornal francês Libération , assinado por vários intelectuais, como os escritores Mario Vargas Llosa e Carlos Alberto Montaner e os filósofos Bernard-Henri Lévy e André Glucksmann, entre outros.
Os intelectuais criticaram o "desvio antidemocrático de um regime que está a caminho do totalitarismo" e afirmaram que os venezuelanos enfrentam hoje "o desaparecimento do Estado de Direito e do respeito às liberdades".






