ONG pede a veículos de comunicação para não enviarem mulheres à Praça Tahrir, no Egito

A ONG Repórteres Sem Fronteiras pediu aos veículos de comunicação que tomem cuidado e evitem mandar mulheres correspondentes à Praça Tahrir,no Egito, após duas jornalistas relatarem ter sofrido abusos sexuais, informa a , nesta sexta-feira (25).

Atualizado em 25/11/2011 às 09:11, por Redação Portal IMPRENSA.


"Nós clamamos à mídia para que tome grande cuidado e fazer da segurança dos correspondentes locais e repórteres sua prioridade. É mais perigoso para uma mulher do que um homem cobrir demonstrações na Praça Tahrir. Esta é a realidade e a mídia precisa encará-la", disse, em comunicado, a organização internacional.
Apesar do alerta, a entidade esclarece que o pedido não significa que os meios devem parar de cobrir as agitações populares que acontecem no Norte da África. "Mas precisam se adaptar às ameaças que existem atualmente. E mulheres jornalistas que vão à praça devem estar cientes da situação".
Na última quinta-feira (24), duas jornalistas, a egípcia Mona Eltahawy e a francesa Caroline Sinz, denunciaram abusos sexuais e violências no Egito. Mona foi detida pela polícia e levada para o Ministério do Interior, onde ficou presa por 12 horas e sofreu abusos, agressões físicas e psicológicas. Caroline foi atacada por "uma multidão de homens" e teve sua roupa arrancada quando estava cobrindo as manifestações junto com um cinegrafista. "Algumas pessoas tentaram me ajudar, mas não conseguiram. Eu estava sendo linchada. Durou cerca de três quartos de hora", disse. Algumas pessoas presentes conseguiram ajudá-la e ela retornou a seu hotel, no Cairo.
Com informações do Portal Terra.

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