Ombudsman critica autor do acróstico "Chupa Folha" e chama jornalista de antiético
Segundo ela, Tomé foi procurado diversas vezes, mas "preferiu sair pela tangente"
Atualizado em 20/07/2015 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A ombudsman da Folha de S.Paulo , Vera Guimarães Martins, no último domingo (19/7) a atitude do jornalista Pedro Ivo Tomé, que publicou uma mensagem "escondida" em seu último texto no veículo. Responsável pela seção de obituários, ele fez com que a inicial de cada parágrafo formasse a frase "Chupa Folha".
Crédito:Reprodução Para ombudsman, jornalista faltou com o respeito em mensagem oculta
"O que se passa na cabeça de alguém que decide perpetrar uma frase grosseira no obituário de uma assistente social de 87 anos? Por quais razões alguém consideraria, já nem digo ético, mas lícito e válido ocultar um insulto num texto concebido para prestar a última homenagem pública a alguém que morreu recentemente, cuja família vive momentos de perda e de luto?", questionou.
A jornalista diz que gostaria de ter feito as perguntas ao ex-repórter se ele tivesse concordado em falar com ela sobre o . .
O texto foi veiculado no último dia 13 de julho. O jornalista, que trabalhava para a publicação desde 2012, começou como trainee antes de assumir a seção. Ele é formado em direito e decidiu sair do jornal para trabalhar na área.
Vera informa que Tomé pediu demissão há cerca de duas semanas e havia deixado alguns obituários prontos. "O mais surpreendente (ao menos para mim) é que, nas primeiras horas, a atitude só ganhou elogios e curtidas. Nenhuma menção à falta de ética jornalística, ao desrespeito aos leitores e à personagem, à quebra de confiança profissional", acrescentou. A ombudsman diz que o ex-repórter chegou a enviar uma mensagem na última quinta-feira (16/7) à noite, mas não mencionou a mensagem deixada na publicação ou seus motivos, apenas lamentou que seu texto tenha sido interpretado como ofensivo. "Optei por sair do jornal, onde aprendi muito, tive excelentes editores e fiz grandes amigos, para buscar novos desafios", escreveu ele.
"Sugiro um desafio para começar, Tomé: responda por quê", rebateu a jornalista que reiterou o pedido de desculpas do jornal e reproduziu a nota oficial divulgada na quinta. "Ao usar uma reportagem para nela esconder uma mensagem ofensiva, ele foi irresponsável e antiético. Além disso, desrespeitou os leitores da Folha e os familiares da pessoa falecida que era personagem do texto. O jornal estuda ações legais que tomará contra o ex-funcionário", destacou a Folha .
Crédito:Reprodução Para ombudsman, jornalista faltou com o respeito em mensagem oculta
"O que se passa na cabeça de alguém que decide perpetrar uma frase grosseira no obituário de uma assistente social de 87 anos? Por quais razões alguém consideraria, já nem digo ético, mas lícito e válido ocultar um insulto num texto concebido para prestar a última homenagem pública a alguém que morreu recentemente, cuja família vive momentos de perda e de luto?", questionou.
A jornalista diz que gostaria de ter feito as perguntas ao ex-repórter se ele tivesse concordado em falar com ela sobre o . .
O texto foi veiculado no último dia 13 de julho. O jornalista, que trabalhava para a publicação desde 2012, começou como trainee antes de assumir a seção. Ele é formado em direito e decidiu sair do jornal para trabalhar na área.
Vera informa que Tomé pediu demissão há cerca de duas semanas e havia deixado alguns obituários prontos. "O mais surpreendente (ao menos para mim) é que, nas primeiras horas, a atitude só ganhou elogios e curtidas. Nenhuma menção à falta de ética jornalística, ao desrespeito aos leitores e à personagem, à quebra de confiança profissional", acrescentou. A ombudsman diz que o ex-repórter chegou a enviar uma mensagem na última quinta-feira (16/7) à noite, mas não mencionou a mensagem deixada na publicação ou seus motivos, apenas lamentou que seu texto tenha sido interpretado como ofensivo. "Optei por sair do jornal, onde aprendi muito, tive excelentes editores e fiz grandes amigos, para buscar novos desafios", escreveu ele.
"Sugiro um desafio para começar, Tomé: responda por quê", rebateu a jornalista que reiterou o pedido de desculpas do jornal e reproduziu a nota oficial divulgada na quinta. "Ao usar uma reportagem para nela esconder uma mensagem ofensiva, ele foi irresponsável e antiético. Além disso, desrespeitou os leitores da Folha e os familiares da pessoa falecida que era personagem do texto. O jornal estuda ações legais que tomará contra o ex-funcionário", destacou a Folha .





