"O turismo gostou de mim", diz a fotógrafa Sylvia Cury, que já fez exposições sobre cinco países

"O turismo gostou de mim", diz a fotógrafa Sylvia Cury, que já fez exposições sobre cinco países

Atualizado em 26/11/2008 às 17:11, por Érika Valois/ Redação Portal IMPRENSA.

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A fotógrafa Sylvia Cury começou a atuar profissionalmente na área em 1999, quando, como publicitária, - sua formação universitária - foi fazer a capa de um livro no Peru e ilustrar os capítulos do romance. "Fiz a foto da capa e amei! Pensei: adoraria fazer isso para o resto da minha vida", lembra ela.

O gosto pela captura de imagens aumentou e em 2004 ela realizou sua primeira exposição fotográfica onde mostrou a Itália, um pouco da Alemanha e os Alpes Austríacos e Suíços. "Foi um sucesso de público e o turismo gostou de mim", disse a fotógrafa.

Sylvia Cury
Monte das Oliveiras

De lá pra cá, já realizou outras quatro exposições anuais. Em 2005, ela retratou o Canadá; no ano seguinte, foi a vez da Espanha; depois veio México e seu último trabalho teve como alvo de suas lentes Israel.

"Israel, de fato, é uma Terra Santa. Já fotografei outros lugares sagrados no mundo, mas a energia que se sente lá é diferente. Desde que nascemos escutamos falar do Monte das Oliveiras, do beijo de Judas, das pregações de Cristo, da crucificação, fora os filmes que vimos", empolga-se Sylvia, ao relatar a experiência.

Sylvia Cury
Muro das Lamentações

Sobre a atividade profissional, ela explica que, ao fotografar um país, pensa "primeiro no trabalho, no caso, nas fotos que são boas para o turismo. Faço fotos num plano mais aberto para o observador se sentir tranqüilo".

Fotógrafa profissional há nove anos, Sylvia diz que passou mais tempo na Publicidade e ainda hoje cria todos os impressos para divulgar suas exposições fotográficas. "A Publicidade não sai de dentro da gente. Muitos vezes fotografo pensando no material para uma revista, aquela foto que vai estampar o postal ou o outdoor. Na minha vida, fiz muitos catálogos, logomarcas, produção de fotos, comunicação visual", conta a profissional.

Sylvia Cury
Igreja Lágrimas do Senhor

Cury, no entanto, afirma que também faz fotos de arte, algumas em preto e branco, para "liberar a criatividade". O critério de seleção das imagens, para ela, é um processo "bem difícil", uma vez que deve optar pelas imagens pensando nas situações em que elas foram obtidas. "Nunca deixo de colocar fotos que eu realmente gosto. Só não posso colocar o que quero sem avaliar os prós e contras", afirma.

No que diz respeito às legendas das fotos, Sylvia não sabe precisar se é a parte mais difícil, mas diz que com certeza é a mais demorada. "As pessoas me cobram muito por essas legendas, é muito comum uma pessoa ir ä alguma exposição e levar um caderninho para fazer as anotações", comenta ela.

A profissional acredita que o mercado brasileiro precisa "dar um bom passo" em relação à fotografia, uma vez que as pessoas "cultivam os quadros a óleo nas paredes, muito mais do que fotografias". Para divulgar seu trabalho, ela mantém um ligado ao turismo.