O lado humano de Sonia Racy
O lado humano de Sonia Racy
Volatilidade do mercado, reservas externas, a crise dos subprimes. Muita coisa mudou na coluna social do "Caderno 2" do Estadão . Com a saída de César Giobbi, o estilo "Persona" foi enterrado. Sob o comando da nova titular, Sonia Racy, que deixou o árido "Caderno de Economia" , os números entraram para o hall da fama.
Na hora de decidir qual seria o nome da coluna que substituiria "Persona", optou-se por manter o "Direto da Fonte". Teve gente que não entendeu direito a mudança. Se a coluna tem o mesmo nome, só houve uma mudança de lugar? Nada disso. O nome é o mesmo, mas o colunismo de Sônia agora é social. Pela menos está se esforçando para isso.
No último domingo, 21 de setembro, ela lançou uma série dominical de entrevistas com grandes personalidades. A inspiração veio, é claro, do Financial Times . O primeiro entrevistado foi Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. O assunto central do bate-papo foi Economia. Eis a primeira pergunta. Foi a volatilidade dos mercados que gerou o atraso?"
A segunda pergunta segue a mesma linha. "Seria o reconhecimento dos efeitos desta política, incluindo aí o antes criticado volume de reservas externas, de US$ 160 bilhões, que provaram sua utilidade evitando maiores volatilidades no Brasil, durante a crise dos subprimes nos Estados Unidos?". Confesso que precisei dar uma olhada no meu "Dicionário de Economia", um clássico do professor Paulo Sandroni, para entender o que ela estava querendo dizer.
Só lá pelo fim da entrevista, Sonia Racy tenta humanizar a conversa e pergunta sobre ginástica, stress e saúde. Mas aí já era tarde demais. Para dar uma arejada nos "subprimes" e nas "volatilidades da economia", a titular da coluna divulgou a conta e revelou os pratos que foram servidos: moqueca de frutos do mar, lulas grelhadas, coca light... Sonia Racy bem que tentou focar o trivial, mas ainda não foi dessa vez.
O repórter Marlon Maciel, da IMPRENSA, conversou com Sonia Racy para saber como ela pretende evitar que seus leitores do Caderno de Economia e os (muitos) fã de César Giobbi fiquem irritados com as mudanças. "Não acredito que haja viúvas do César Giobbi. Até porque o novo formato é mais voltado para o hardnews. Além disso, não acho que existam viúvas do Giobbi porque ele não morreu. Pelo contrário. Vai lançar um blog na internet, que, acredito, vai ter muito sucesso. Será o espaço onde as pessoas poderão continuar acompanhando o trabalho dele. O Giobbi é meu amigo pessoal e eu gosto muito do que ele faz. Na ocasião da minha estréia, me ligou para elogiar, desejar boa sorte".
Sonia acredita, ainda, que o novo formato vai dar certo. "Pelo que tenho percebido, e pelos e-mails que tenho recebido, eles (leitores) estão migrando. Essa era uma intenção do jornal ao manter o nome "Direto da Fonte" e, também, a seção de economia dentro da coluna". A entrevista completa com Sonia Racy você confere na edição de novembro da revista IMPRENSA.
A segunda pele da IstoÉ
Os assinantes da revista IstoÉ não entenderam nada quando viram a capa da edição dessa semana. Com uma foto enorme da modelo, a chamada "Gisele Bundchen: a hora da decisão" prometia "revelar um segredo nesta edição". O segredo em questão era, na verdade, um anúncio da Pantene. Eis a revelação: "Eu experimentei e decidi. E você?". Só com lupa era possível encontrar na capa desse "furo de reportagem" o aviso "Sobrecapa publicitária" .






