O Kia de Matão / Por Nicholas Vital - UMESP (SP)
O Kia de Matão / Por Nicholas Vital - UMESP (SP)
Atualizado em 13/09/2005 às 10:09, por
Nicholas Vital e estudante de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.
Por Um empresário bem sucedido resolveu investir no que gosta, o futebol. Como bom comerciante, compra a matéria-prima barata, investe na sua produção e depois vende o manufaturado, de preferência para o exterior. Conheça Israel de Jesus, o homem que quer transformar o futebol brasileiro numa grande empresa multinacional e garante: "futebol é o melhor produto para se ganhar dinheiro no nosso país"
Louco? Polêmico? Folclórico? Não, este é Israel de Jesus, técnico de futebol, empresário, presidente e dono de todos os jogadores da Matonense, tradicional equipe do interior, que subiu da Série C à elite do futebol paulista em apenas três anos, e que viu todo este trabalho ir pelo ralo em 2004 devido às más administrações anteriores.
Inventor do esquema tático "Roleta Russa", uma espécie de "Carrossel Holandês" nacional, onde os jogadores não têm posições fixas, e sim funções em campo, já teve passagens pela Sãocarlense, Portuguesa Santista, sem muito sucesso, e agora aventura-se como "homem-tudo" da Matonense.
Israel de Jesus, 46 anos, ficou famoso por um episódio inédito no futebol mundial. No dia 30 de janeiro deste ano, em um jogo entre Matonense e Nacional, válido pela série A2 do Campeonato Paulista, duas equipes subiram a campo para representar a equipe de Matão. Porque isso aconteceu?
Em junho de 2004, Israel, então empresário e dono da Futura Esportes, empresa de consultoria e assessoria empresarial, que existe há 20 anos e se especializou em reestruturação empresarial, assinou um contrato com o ex-presidente da Sociedade Esportiva Matonense, Nelson Marques Martins, onde assumiria o controle do departamento de futebol do clube por dois anos.
Pouco tempo depois Martins deixou o comando da equipe e quem assumiu foi um ex-diretor de marketing da própria Futura Esportes, Oberdan Silva, recém demitido, e que logo entrou em choque com Israel de Jesus, seu ex-chefe. Como Oberdan chegou à presidência é um mistério, uma vez que não era conselheiro e nem se quer sócio do clube.
"Ele só mentia para a gente. Falava que tinha patrocinadores nas mãos. Mas quando descobrimos que era tudo mentira, nós o demitimos. Demitimos de tarde e de noite ele virou Presidente", conta Israel de Jesus.
Desde então, os ex-parceiros não falavam mais a mesma língua e a guerra se instalou em Matão, uma pacata cidade de aproximadamente 90 mil habitantes próxima a Ribeirão Preto, a 300km de São Paulo.
Como quem representa legalmente o clube perante a Federação Paulista de Futebol é o Presidente do clube, Oberdan Silva ignorou o contrato com a Futura, arrumou novos investidores e formou um novo time, que inscreveu na Federação para a disputa do campeonato de 2005.
Voltando ao jogo
De acordo com a súmula da partida entre Matonenense e Nacional no dia 30 de janeiro, em Matão, o árbitro Kleber José de Melo subiu a campo às 14:40 detectou uma outra equipe uniformizada e sua comissão técnica, que pleiteava representar a equipe de Matão na respectiva partida.
Ás 16 horas, hora prevista para o início da partida, "o jogo não pôde ser iniciado, pois os protestantes sentaram e deitaram-se no gramado, negando-se insistentemente a sair de campo", escreveu o árbitro. Mais meia hora se passou até que o grupo, já acuado pela polícia, partiu para agressões verbais e físicas contra os policiais e fiscais da Federação Paulista de Futebol.
Israel afirma que tomou esta atitude pois estava no seu direito perante a justiça comum, uma vez que arrendara o departamento de futebol, mas estava errado na justiça desportiva. "Eu não estava na súmula".
"Naquele dia, no preenchimento da súmula, o Oberdan, que era o Presidente, não respeitou a liminar e colocou os nomes dos jogadores que ele havia inscrito", completa.
Este ato rendeu uma suspensão aos 26 atletas da Futura Esportes, que foram enquadrados no artigo 256 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por tentar impedir, utilizando-se de qualquer meio, o prosseguimento da partida. Os jogadores receberam a pena mínima, 120 dias de suspensão.
Israel foi enquadrado em dois artigos. O treinador foi denunciado no parágrafo único do artigo 256 (infração praticada em virtude de ordem superior, suspensão de um a quatro anos) e no artigo 259 do CBJD (incitar publicamente a prática de infração, suspensão de um a dois anos). Como foi condenado à pena mínima no primeiro caso e à máxima no segundo, Israel deveria ficar afastado do futebol por pelo menos três anos.
Israel estava suspenso e o caminho para Oberdan Silva estava aberto. Colocou seu time em campo no resto do campeonato, e sob seu comando, a Matonense foi rebaixada à série A3 paulista.
Tempos depois sumiu do clube. Ficou sem aparecer em Matão por cinco meses, até que no dia 11 de julho foi destituído pelo Conselho Deliberativo da Matonense do cargo de Presidente do clube.
Artur Eugênio, comentarista do programa Estação Futebol, que vai ao ar toda segunda-feira às 22 horas pela Rede Vida e diretor do site Futebol Interior, vivenciou esta fase e explica. "O Oberdan Silva não pode nem entrar em Matão. Ninguém sabe onde ele está, porque deixou um monte de dívidas pessoais na cidade".
Israel então se desligou da Futura Esportes e assumiu, por unanimidade, a presidência da equipe. No momento trabalha para trazer a equipe de volta à elite Paulista. "Vamos iniciar o ano de 2006 "pedalando" rumo à série A2", completa.
Outras aventuras
A passagem de Israel de Jesus pela Portuguesa Santista durou apenas dois meses, durante a disputa da Série C nacional. Nesse período, Israel assumiu o comando do time e passou a treinar o esquema "Roleta Russa", o que não foi muito bem visto pela diretoria.
"Ele assumiria do departamento de futebol, mas quando começou com aquelas maluquices de "Roleta Russa Gigante" nós entramos na justiça e conseguimos a suspensão do contrato", afirma o Presidente da Portuguesa Santista, Carlos Alberto Amado Costa.
Israel acha que o clube não lhe deu o tempo necessário para formar a equipe.
"Ele nunca se apresentou como técnico. Ele se apresentou como empresário", completa o Presidente da Santista.
Na Saocarlense, Israel ficou pouco tempo. Conta que não se entendeu com um diretor, "acho que era Marcão o nome", por ser uma pessoa muito violenta.
Para Manoel da Lupa, Presidente da Portuguesa de Desportos, tradicional equipe da capital paulista que teve o Departamento de Futebol terceirizado em 2004, existem pontos positivos e negativos na concessão.
"No caso da Portuguesa, a empresa cumpriu tudo o que prometeu, mas eu não gostava de ver outras pessoas administrando o clube e a gente só emprestando a camisa". "Sou a favor de uma parceria como a do Palmeiras com a Parmalat, com obrigações e participações, mas com a administração nas mãos do clube", completa.
O novo Presidente da Matonense discorda. Para ele os clubes devem ser administrados como empresas. "Eu me inspiro uma empresa multinacional, que tem um produto altamente lucrativo, ótimo para ser exportado. Eu quero que quem investe no nosso clube tenha retorno financeiro"
Israel do Timão
O que Israel de Jesus faz na Matonense não é novidade no futebol mundial. Um exemplo recente é Roman Abramovich, milionário russo que comprou o Chelsea, tradicional equipe londrina, investiu centenas de milhões de dólares, e em pouco tempo já levou a equipe à conquista do Campeonato Inglês, após 50 anos de jejum.
No Brasil, este tipo de administração ainda começa a engatinhar, e o principal exemplo é Kia Joorabchian, iraniano que assumiu o comando do departamento de futebol do Corinthians sob muitos protestos da torcida, que não está acostumada a misturar paixão com negócios.
Especula-se que Kia também negocia a compra do West Ham, da Inglaterra, e que poderia ceder jogadores de sua mmpresa, a MSI (que atualmente defendem o Corinthians) para a equipe inglesa.
Para Gustavo Guizelini, da Traffic Marketing Esportivo, "Israel é um apostador. Ao invés de comprar ações, por exemplo, compra jogadores, coloca em uma vitrine e tenta ganhar dinheiro em cima".
"Roleta Russa é Marketing"
Israel de Jesus é o inventor do esquema tático "Roleta Russa", uma espécie de "Carrossel Holandês" nacional, onde os jogadores não têm posições fixas, e sim funções em campo.
O "Carrossel Holandês" foi um esquema tático criado pelo lendário treinador holandês Rinus Michels na Copa de 1974, e que funcionava quando a equipe estava com a posse de bola. Neste momento nenhum de seus jogadores (exceto o goleiro) tinha posição fixa em campo. Isso confundia o time adversário, que não sabia ao certo como fazer a marcação.
Com este esquema, a seleção holandesa foi vice-campeã na Copa de 1974 e ficou mundialmente conhecida como "laranja mecânica". Já Michels, morto no início do ano, foi escolhido em 1999 pela Fifa como o técnico do século.
Israel explica que o esquema "Roleta Russa" nunca existiu. O que de fato defende é a adequação dos jovens talentos brasileiros aos padrões de "qualidade" europeu.
"O jogador não está acostumando a obedecer a tática do jogo desde as categorias de base. O que eu busco é que o atleta passe a obedecer a estratégia dentro de campo. O jogador não pode jogar só de lateral direito, ele pode jogar de volante, na meia, dependendo do jogador pode jogar até de zagueiro ou do lado esquerdo... Eu quero que o meu atleta seja um polivalente dentro de campo. Dependendo da estratégia de cada jogo, eu quero ter 5 ou 6 jogadores que eu possa variar de posição durante o jogo", tenta explicar o todo poderoso da Matonense, que conclui: "Futebol é o melhor produto para se ganhar dinheiro no nosso país".
Apesar de insistentemente procurado, Oberdan Silva não foi encontrado pelo repórter durante toda a fase de apuração.
Em tempo. O jogo entre a Matonenese e o Nacional teve início às 18:20, e a equipe de Oberdan Silva, foi derrotada por 2 a 1.
Louco? Polêmico? Folclórico? Não, este é Israel de Jesus, técnico de futebol, empresário, presidente e dono de todos os jogadores da Matonense, tradicional equipe do interior, que subiu da Série C à elite do futebol paulista em apenas três anos, e que viu todo este trabalho ir pelo ralo em 2004 devido às más administrações anteriores.
Inventor do esquema tático "Roleta Russa", uma espécie de "Carrossel Holandês" nacional, onde os jogadores não têm posições fixas, e sim funções em campo, já teve passagens pela Sãocarlense, Portuguesa Santista, sem muito sucesso, e agora aventura-se como "homem-tudo" da Matonense.
Israel de Jesus, 46 anos, ficou famoso por um episódio inédito no futebol mundial. No dia 30 de janeiro deste ano, em um jogo entre Matonense e Nacional, válido pela série A2 do Campeonato Paulista, duas equipes subiram a campo para representar a equipe de Matão. Porque isso aconteceu?
Em junho de 2004, Israel, então empresário e dono da Futura Esportes, empresa de consultoria e assessoria empresarial, que existe há 20 anos e se especializou em reestruturação empresarial, assinou um contrato com o ex-presidente da Sociedade Esportiva Matonense, Nelson Marques Martins, onde assumiria o controle do departamento de futebol do clube por dois anos.
Pouco tempo depois Martins deixou o comando da equipe e quem assumiu foi um ex-diretor de marketing da própria Futura Esportes, Oberdan Silva, recém demitido, e que logo entrou em choque com Israel de Jesus, seu ex-chefe. Como Oberdan chegou à presidência é um mistério, uma vez que não era conselheiro e nem se quer sócio do clube.
"Ele só mentia para a gente. Falava que tinha patrocinadores nas mãos. Mas quando descobrimos que era tudo mentira, nós o demitimos. Demitimos de tarde e de noite ele virou Presidente", conta Israel de Jesus.
Desde então, os ex-parceiros não falavam mais a mesma língua e a guerra se instalou em Matão, uma pacata cidade de aproximadamente 90 mil habitantes próxima a Ribeirão Preto, a 300km de São Paulo.
Como quem representa legalmente o clube perante a Federação Paulista de Futebol é o Presidente do clube, Oberdan Silva ignorou o contrato com a Futura, arrumou novos investidores e formou um novo time, que inscreveu na Federação para a disputa do campeonato de 2005.
Voltando ao jogo
De acordo com a súmula da partida entre Matonenense e Nacional no dia 30 de janeiro, em Matão, o árbitro Kleber José de Melo subiu a campo às 14:40 detectou uma outra equipe uniformizada e sua comissão técnica, que pleiteava representar a equipe de Matão na respectiva partida.
Ás 16 horas, hora prevista para o início da partida, "o jogo não pôde ser iniciado, pois os protestantes sentaram e deitaram-se no gramado, negando-se insistentemente a sair de campo", escreveu o árbitro. Mais meia hora se passou até que o grupo, já acuado pela polícia, partiu para agressões verbais e físicas contra os policiais e fiscais da Federação Paulista de Futebol.
Israel afirma que tomou esta atitude pois estava no seu direito perante a justiça comum, uma vez que arrendara o departamento de futebol, mas estava errado na justiça desportiva. "Eu não estava na súmula".
"Naquele dia, no preenchimento da súmula, o Oberdan, que era o Presidente, não respeitou a liminar e colocou os nomes dos jogadores que ele havia inscrito", completa.
Este ato rendeu uma suspensão aos 26 atletas da Futura Esportes, que foram enquadrados no artigo 256 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por tentar impedir, utilizando-se de qualquer meio, o prosseguimento da partida. Os jogadores receberam a pena mínima, 120 dias de suspensão.
Israel foi enquadrado em dois artigos. O treinador foi denunciado no parágrafo único do artigo 256 (infração praticada em virtude de ordem superior, suspensão de um a quatro anos) e no artigo 259 do CBJD (incitar publicamente a prática de infração, suspensão de um a dois anos). Como foi condenado à pena mínima no primeiro caso e à máxima no segundo, Israel deveria ficar afastado do futebol por pelo menos três anos.
Israel estava suspenso e o caminho para Oberdan Silva estava aberto. Colocou seu time em campo no resto do campeonato, e sob seu comando, a Matonense foi rebaixada à série A3 paulista.
Tempos depois sumiu do clube. Ficou sem aparecer em Matão por cinco meses, até que no dia 11 de julho foi destituído pelo Conselho Deliberativo da Matonense do cargo de Presidente do clube.
Artur Eugênio, comentarista do programa Estação Futebol, que vai ao ar toda segunda-feira às 22 horas pela Rede Vida e diretor do site Futebol Interior, vivenciou esta fase e explica. "O Oberdan Silva não pode nem entrar em Matão. Ninguém sabe onde ele está, porque deixou um monte de dívidas pessoais na cidade".
Israel então se desligou da Futura Esportes e assumiu, por unanimidade, a presidência da equipe. No momento trabalha para trazer a equipe de volta à elite Paulista. "Vamos iniciar o ano de 2006 "pedalando" rumo à série A2", completa.
Outras aventuras
A passagem de Israel de Jesus pela Portuguesa Santista durou apenas dois meses, durante a disputa da Série C nacional. Nesse período, Israel assumiu o comando do time e passou a treinar o esquema "Roleta Russa", o que não foi muito bem visto pela diretoria.
"Ele assumiria do departamento de futebol, mas quando começou com aquelas maluquices de "Roleta Russa Gigante" nós entramos na justiça e conseguimos a suspensão do contrato", afirma o Presidente da Portuguesa Santista, Carlos Alberto Amado Costa.
Israel acha que o clube não lhe deu o tempo necessário para formar a equipe.
"Ele nunca se apresentou como técnico. Ele se apresentou como empresário", completa o Presidente da Santista.
Na Saocarlense, Israel ficou pouco tempo. Conta que não se entendeu com um diretor, "acho que era Marcão o nome", por ser uma pessoa muito violenta.
Para Manoel da Lupa, Presidente da Portuguesa de Desportos, tradicional equipe da capital paulista que teve o Departamento de Futebol terceirizado em 2004, existem pontos positivos e negativos na concessão.
"No caso da Portuguesa, a empresa cumpriu tudo o que prometeu, mas eu não gostava de ver outras pessoas administrando o clube e a gente só emprestando a camisa". "Sou a favor de uma parceria como a do Palmeiras com a Parmalat, com obrigações e participações, mas com a administração nas mãos do clube", completa.
O novo Presidente da Matonense discorda. Para ele os clubes devem ser administrados como empresas. "Eu me inspiro uma empresa multinacional, que tem um produto altamente lucrativo, ótimo para ser exportado. Eu quero que quem investe no nosso clube tenha retorno financeiro"
Israel do Timão
O que Israel de Jesus faz na Matonense não é novidade no futebol mundial. Um exemplo recente é Roman Abramovich, milionário russo que comprou o Chelsea, tradicional equipe londrina, investiu centenas de milhões de dólares, e em pouco tempo já levou a equipe à conquista do Campeonato Inglês, após 50 anos de jejum.
No Brasil, este tipo de administração ainda começa a engatinhar, e o principal exemplo é Kia Joorabchian, iraniano que assumiu o comando do departamento de futebol do Corinthians sob muitos protestos da torcida, que não está acostumada a misturar paixão com negócios.
Especula-se que Kia também negocia a compra do West Ham, da Inglaterra, e que poderia ceder jogadores de sua mmpresa, a MSI (que atualmente defendem o Corinthians) para a equipe inglesa.
Para Gustavo Guizelini, da Traffic Marketing Esportivo, "Israel é um apostador. Ao invés de comprar ações, por exemplo, compra jogadores, coloca em uma vitrine e tenta ganhar dinheiro em cima".
"Roleta Russa é Marketing"
Israel de Jesus é o inventor do esquema tático "Roleta Russa", uma espécie de "Carrossel Holandês" nacional, onde os jogadores não têm posições fixas, e sim funções em campo.
O "Carrossel Holandês" foi um esquema tático criado pelo lendário treinador holandês Rinus Michels na Copa de 1974, e que funcionava quando a equipe estava com a posse de bola. Neste momento nenhum de seus jogadores (exceto o goleiro) tinha posição fixa em campo. Isso confundia o time adversário, que não sabia ao certo como fazer a marcação.
Com este esquema, a seleção holandesa foi vice-campeã na Copa de 1974 e ficou mundialmente conhecida como "laranja mecânica". Já Michels, morto no início do ano, foi escolhido em 1999 pela Fifa como o técnico do século.
Israel explica que o esquema "Roleta Russa" nunca existiu. O que de fato defende é a adequação dos jovens talentos brasileiros aos padrões de "qualidade" europeu.
"O jogador não está acostumando a obedecer a tática do jogo desde as categorias de base. O que eu busco é que o atleta passe a obedecer a estratégia dentro de campo. O jogador não pode jogar só de lateral direito, ele pode jogar de volante, na meia, dependendo do jogador pode jogar até de zagueiro ou do lado esquerdo... Eu quero que o meu atleta seja um polivalente dentro de campo. Dependendo da estratégia de cada jogo, eu quero ter 5 ou 6 jogadores que eu possa variar de posição durante o jogo", tenta explicar o todo poderoso da Matonense, que conclui: "Futebol é o melhor produto para se ganhar dinheiro no nosso país".
Apesar de insistentemente procurado, Oberdan Silva não foi encontrado pelo repórter durante toda a fase de apuração.
Em tempo. O jogo entre a Matonenese e o Nacional teve início às 18:20, e a equipe de Oberdan Silva, foi derrotada por 2 a 1.






