"O futuro é hoje e hoje o público interage com a informação", diz Caio Túlio Costa

"O futuro é hoje e hoje o público interage com a informação", diz Caio Túlio Costa

Atualizado em 01/10/2007 às 11:10, por Nathália Duarte/ Redação Portal IMPRENSA e  do Rio de Janeiro.

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Moderada por Sidney Rezende, do canal de notícias Globonews, a Conferência de Abertura do Seminário "Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo", seja ao falar dos paradigmas do mundo digital na comunicação, seja para tratar das relações jornalísticas atuais, destacou, prioritariamente, dois aspectos fundamentais ao bom exercício do jornalismo: os tão amplamente discutidos valores da credibilidade e da ética.

O jornalista Caio Túlio Costa (iG), em um discurso enriquecedor, destaca, entre dados e estatísticas, o cenário revolucionário montado pela convergência de mídias e crescimento cada vez mais acelerado do número de consumidores multimídia de notícias. "Antes, nós, jornalistas, despejávamos informações na cabeça das pessoas. Hoje as coisas mudaram. O futuro é hoje e hoje o público interage. Todas as instituições passaram a fazer parte dessa ampla rede de comunicação", explica Costa.

Sobre essa nova mídia, que segundo destaca Costa não se trata apenas da internet mas do fenômeno da interação com o consumidor da notícia, a mistura de informações com e sem credibilidade não terá uma forma definida de controle. "Não há nenhum filtro que controle essa mistura, então, no momento em que o jornalista não é mais o ator principal, mas mero coadjuvante, vejo que a única salvação é agir moralmente, dentro da ética", completa.

Já Ricardo Kotscho, da revista Brasileiros , entre críticas e alertas sobre as atuais condições da produção jornalística, destaca que o grande desafio deste cenário em transformação é desenvolver uma infra-estrutura eficiente na produção de informações que primem pela credibilidade. "Qualquer que seja a plataforma em que se produza e veicule a notícia, o que não pode mudar é a natureza do nosso ofício, que é contar o que acontece da maneira mais honesta possível. Volto a afirmar, neste momento, pouco me importa a plataforma, tudo dependerá do conteúdo", aponta Kotscho.

Para concluir a mesa, aberta posteriormente a perguntas aos palestrantes, o jornalista Ricardo Noblat, criador do blog político mais acessado do país ( ), comenta o crescente uso da internet no exercício do jornalismo. "O processo por que estamos passando já está aqui colocado. Especulando irresponsavelmente sobre o que faremos no jornalismo do futuro, acredito que os ambientes de trabalho e produção jornalística deverão ser favoráveis à inovação e cheio de pessoas dispostas a quebrar quaisquer tipos de paradigmas". Para Noblat, o jornalismo do futuro não deverá oferecer ao público o que ele julga precisar, mas deve surpreendê-lo. "As pessoas querem saber o que vai acontecer, e esse jornalismo chamado de antecipação ainda é muito pouco praticado", completa Noblat.

Uma realização da revista IMPRENSA, com patrocínio da Petrobras, o Seminário "Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo" acontece durante toda esta segunda-feira (01), no Rio de Janeiro.

Para acompanhar a transmissão ao vivo do evento, .