O foco deve ser fazer coisas importantes, não ganhar prêmios, diz Pernil da Almap/BBDO

É ótimo que um estudante de publicidade e propaganda pense em ganhar prêmios na sua carreira, mas direcionar cada atitude em função disso pode ser prejudicial, segundo Marco Aurelio Giannelli, redator da Almap/BBDO, onde trabalha há seis anos.

Atualizado em 17/11/2014 às 17:11, por Jéssica Oliveira.


Crédito:Jéssica Olivera Marco Aurelio Giannelli é redator da Almap/BBDO


“Acho que se for só ‘chegar a Cannes’, por exemplo, atrapalha porque ele vai estar focado só no prêmio. Antes de tudo tem que ter vontade de fazer coisas que influencie as pessoas, que elas vejam, que seja importante, que venda mais”, afirma Giannelli, conhecido como Pernil.


Todo mundo vai criticar


Apesar do bom desempenho em Cannes, em que o Brasil ganhou 107 Leões e foi premiado em 14 das 17 categorias, a publicidade e propaganda está sob observação constante e não raramente é alvo de críticas.


Pernil, que começou a carreira na Ogilvy Brasil e já passou por agências como Giovanni/FCB, Euro e Lew’Lara TBWA, além de ter trabalhando um ano e meio em Portugal, lembra que o “politicamente correto” começou a influenciar a propaganda nos anos 90 e tem deixado o campo de trabalho mais restrito.


“Para algumas coisas eu acho até legal, já passou a época que a gente pode ficar fazendo brincadeirinhas com algumas coisas. Mas vejo certo exagero e às vezes parece que estamos regredindo. Eu acho que isso vai melhorar, é uma coisa cíclica. Mas uma coisa é certa: vai ter gente reclamando de tudo. Temos que nos acostumar com as críticas”, afirma.


O profissional participou da terceira edição do mídia.JOR no painel “Publicidade: os caminhos para Cannes” ao lado de Alessandro Bernardo, da LeoBurnett Tailor Made, e Orlando Marques, da ABAP/Publicis. Eles falaram da valorização de grandes causas sociais e como isso rendeu bons resultados nas principais premiações da área.

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