O biscoito terrorista que quis matar o Bush

O biscoito terrorista que quis matar o Bush

Atualizado em 18/03/2005 às 17:03, por Fernando Jorge.

Diante do aparelho de televisão, na Casa Branca, o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos, assistia a um jogo de futebol americano, quando se engasgou ao mastigar um "pretzel", biscoito duro em forma de nó aberto, de origem alemã. Bush caiu e desmaiou. Bateu com a bochecha esquerda no chão, o que lhe causou um hematoma no rosto e uma ferida no lábio. Isto aconteceu no dia 13 de janeiro de 2002.

Embora pareça absurdo, eu tive a seguinte impressão, depois de saber deste fato: o "pretzel" odiava o George. Era um biscoito terrorista que queria matá-lo. Meu Deus do Céu, até os biscoitos detestam o presidente dos Estados Unidos!

Fui a uma confeitaria e pedi um "pretzel". Antes de o enfiar na minha boca, eu perguntei:

_ Diga-me, por que um de vocês tentou matar o Bush?

O "pretzel" respondeu, com um leve sorriso irônico:

_ Como se atreve fazer esta pergunta? Ignora que o Bush é um genocida, um frio assassino?

_ Mas meu caro "pretzel", os Estados Unidos foram atacados pelos terroristas, no dia 11 de setembro de 2001. Eles lançaram dois aviões contra as torres World Trade Center...

_ E o que o Iraque tinha a ver com esta tragédia, com esta barbaridade?

_ Ora, o Iraque estava nas mãos do sanguinário Saddam Hussein, responsável pelo massacre de milhares de separatistas curdos. Saddam chegou a usar armas químicas e bacteriológicas, proibidas por convenções internacionais.

Cheio de sacarmos e exibindo um ar de desprezo, o biscoito replicou:

_ Essas armas eram fornecidas pelos Estados Unidos, segundo um relatório de 1994 do Senado americano. Michael Moore, nascido na pátria de Bush, citou algumas num artigo de sua autoria: o Bacillus Anthracis, gerador do antraz; a Brucella Melitensis, bactéria que danifica vários órgãos do nosso corpo; o Histoplasma Capsulatam, gerador de uma doença que ataca o cérebro, os pulmões, o coração, a espinha dorsal...

_ Eu ia argumentar, porém o biscoito me impediu:

_Cale-se , cale-se! Se o Saddam Hussein é sanguinário, o Bush também é, pois não havia nenhum motivo para ele mandar invadir o Iraque, causando a morte de milhares de inocentes. Esse homem passou por cima da lei, desrespeitou a ONU. Agiu como um Hitler. Colunista do New York Times, o bem informado Paul Krugman escreveu que o Bush levou os Estados Unidos à guerra com o objetivo de "eliminar armas que não existiam e punir Saddam por ligações imaginárias com a Al-Quaeda".

Pretendi dizer qualquer coisa, mas o biscoito não me deixou falar:

_ Repito, cale-se! E não se esqueça: Paul Wolfowitz, sub-secretário de defesa dos Estados Unidos, admitiu em Londres, no dia 4 de junho de 2003, que o petróleo foi a principal razão para Grã-Bretanha e os Estados Unidos desencadearem a guerra contra o Iraque. Jornais ingleses como o Guardian, e alemães como o Die Welt e o Der Tagesspiegel, divulgaram essa confissão de Wolfowitz.

O "pretzel" concluiu:

_ Você compreendeu, agora, por que aquele biscoito da minha raça quis matar Bush?
Enraivecido, incapaz de destruir a argumentação do "pretzel", os fatos apresentados por ele, eu o mastiguei e o engoli. Ai, como sou mau!