Novo chefe de segurança do Reino Unido diz que redes sociais ajudam o terrorismo

Segundo Robert Hannigan, empresas de tecnologia dos EUA servem como ferramentas de apoio para grupos radicais islâmicos.

Atualizado em 04/11/2014 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta terça-feira (4/11), o novo chefe da agência de vigilância e espionagem britânica GCHQ, Robert Hannigan, deu sua primeira declaração pública no novo cargo. De acordo com ele, empresas de tecnologia dos EUA, como Facebook e Twitter, tornaram-se "redes de comando e controle" para grupos terroristas.
Crédito:Reprodução Hannigan acusa redes sociais de não cooperarem no combate ao terrorismo
Para Hannigan, essas empresas "negam a dimensão do problema" e sugere que elas passem a colaborar com agências de segurança como a própria GCHQ, segundo informações do Guardian . Em um artigo para o jornal Financial Times , o chefe de segurança britânico diz ainda que organizações como o Estado Islâmico "abraçaram a internet" e redes de comunicação livres para expandir suas operações.
Hannigan disse ainda que a privacidade "não é um direito absoluto" e que, a menos que as empresas cooperem, as agências de inteligência terão que recorrer ao Poder Legislativo para "perseguir os terroristas".