Novas evidências indicam que Assange foi espionado pela CIA durante estadia na embaixada do Equador
Reportagem do El País publicada esta semana trouxe novas evidências de que, durante sua permanência na embaixada do Equador no Reino Unido,
Atualizado em 07/06/2023 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Julian Assange foi espionado a pedido da CIA pelo dono de uma empresa espanhola de segurança digital.
Segundo a matéria, o nome da agência de inteligência dos EUA aparece várias vezes no disco rígido do computador de David Morales, que é dono da UCL Global e foi preso em 2019 por suspeita de ter espionado o fundador do WikiLeaks. A totalidade dos arquivos do dispositivo só teria sido recentemente entregue à Suprema Corte da Espanha, que está investigando o caso a pedido dos advogados de Assange. Crédito: Reprodução El País Imagens divulgadas por autoridades espanholas confirmam alegações de que Assange foi espionado pela CIA A defesa do fundador do WikiLeaks alega que Morales - um ex-soldado espanhol - espionou as reuniões entre Assange e seus advogados realizadas na Embaixada do Equador e enviou as informações coletadas para a CIA. Arquivos revelados esta semana indicam que a polícia espanhola omitiu a existência de parte do material, que foi armazenado em várias pastas do computador de Morales.
Desde a prisão de Morales, em 2019, seu computador pessoal está em poder das autoridades espanholas. Mas só agora teriam sido divulgadas pelas autoridades evidências mais robustas de que ele efetivamente espionou Assange a serviço da CIA.
O caso veio à tona após uma investigação jornalística do próprio EL PAÍS revelar vídeos e áudios de Assange e seus advogados na embaixada do Equador no Reino Unido. O material teria sido feito por funcionários de Morales com câmeras e microfones ocultos. Dentre os arquivos há até uma pasta intitulada “Banheiro feminino”, lugar onde Assange se reunia com seus advogados justamente por medo de ser espionado.
Extradição
Em abril último, a detenção de Assange em uma prisão nos arredores de Londres, para onde ele foi enviado após 7 anos de confinamento na embaixada do Equador no Reino Unido, completou 4 anos. Entidades de defesa da liberdade de imprensa têm lutado para que ele não seja extraditado para os Estados Unidos, onde pode ser condenado a até 175 anos de prisão.
Assange é acusado pelo governo americano de espionagem e de publicar documentos confidenciais, que revelaram crimes de guerra em países como Iraque, Afeganistão e Guantánamo.
Um desses documentos é um vídeo que mostra a execução, por militares americanos a bordo de um helicóptero dos EUA no Iraque, em 2007, de pelo menos 18 civis, incluindo dois jornalistas da agência Reuters.
Os documentos vazados pelo WikiLeaks foram publicados em jornais de vários países. Para especialistas em liberdade de imprensa de todo o mundo, a condenação de Assange representa um ataque ao exercício jornalístico.
Segundo a matéria, o nome da agência de inteligência dos EUA aparece várias vezes no disco rígido do computador de David Morales, que é dono da UCL Global e foi preso em 2019 por suspeita de ter espionado o fundador do WikiLeaks. A totalidade dos arquivos do dispositivo só teria sido recentemente entregue à Suprema Corte da Espanha, que está investigando o caso a pedido dos advogados de Assange. Crédito: Reprodução El País Imagens divulgadas por autoridades espanholas confirmam alegações de que Assange foi espionado pela CIA A defesa do fundador do WikiLeaks alega que Morales - um ex-soldado espanhol - espionou as reuniões entre Assange e seus advogados realizadas na Embaixada do Equador e enviou as informações coletadas para a CIA. Arquivos revelados esta semana indicam que a polícia espanhola omitiu a existência de parte do material, que foi armazenado em várias pastas do computador de Morales.
Desde a prisão de Morales, em 2019, seu computador pessoal está em poder das autoridades espanholas. Mas só agora teriam sido divulgadas pelas autoridades evidências mais robustas de que ele efetivamente espionou Assange a serviço da CIA.
O caso veio à tona após uma investigação jornalística do próprio EL PAÍS revelar vídeos e áudios de Assange e seus advogados na embaixada do Equador no Reino Unido. O material teria sido feito por funcionários de Morales com câmeras e microfones ocultos. Dentre os arquivos há até uma pasta intitulada “Banheiro feminino”, lugar onde Assange se reunia com seus advogados justamente por medo de ser espionado.
Extradição
Em abril último, a detenção de Assange em uma prisão nos arredores de Londres, para onde ele foi enviado após 7 anos de confinamento na embaixada do Equador no Reino Unido, completou 4 anos. Entidades de defesa da liberdade de imprensa têm lutado para que ele não seja extraditado para os Estados Unidos, onde pode ser condenado a até 175 anos de prisão.
Assange é acusado pelo governo americano de espionagem e de publicar documentos confidenciais, que revelaram crimes de guerra em países como Iraque, Afeganistão e Guantánamo.
Um desses documentos é um vídeo que mostra a execução, por militares americanos a bordo de um helicóptero dos EUA no Iraque, em 2007, de pelo menos 18 civis, incluindo dois jornalistas da agência Reuters.
Os documentos vazados pelo WikiLeaks foram publicados em jornais de vários países. Para especialistas em liberdade de imprensa de todo o mundo, a condenação de Assange representa um ataque ao exercício jornalístico.





