Nova Lei Seca para o trânsito dispara venda online de bafômetros portáteis

Nova Lei Seca para o trânsito dispara venda online de bafômetros portáteis

Atualizado em 02/07/2008 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A venda online de bafômetros vem atraindo milhares de compradores desde a semana passada, quando o governo federal instituiu a Lei Seca, que tornou mais rígida a punição para quem mistura álcool e direção.

No site Mercado Livre, por exemplo, nove modelos diferentes de bafômetros digitais estão à venda. Desde um aparelho sonoro para carros que, além de GPS e MP3, vem com um medidor de nível alcoólico embutido, por R$ 999, ao chaveiro de R$ 29, que é um dos recordistas de visita.

O mais procurado, no entanto, é o bafômetro digital portátil, que indica o nível de álcool pela cor, vermelho ou verde, como os sinais de trânsito. Mais de mil possíveis compradores já analisaram o produto, que está sendo vendido por R$ 59,90.

Em sua maioria importados, os aparelhos não são certificados pelo Inmetro, mas registram com certa precisão a quantidade de miligramas de álcool por litro de ar expelido do pulmão, de forma semelhante aos usados pelas polícias Militar e Rodoviária Federal nas blitz que estão preocupando os motoristas.

As distribuidoras de bafômetro descartável - usados em campanhas educativas - não têm motivos para reclamar da nova lei. Na AGS, que exporta o equipamento para a América do Sul por R$ 7,50 a unidade, as vendas subiram de 20 mil para 70 mil.

"Após a lei, nós vendemos 15 mil bafômetros só para particulares. As pessoas estão usando como uma espécie de preservativo, elas fazem o teste antes de sair de casa para não se expor", afima o diretor comercial da empresa, Luciano Pimentel.

Em São Paulo, motoristas que estiverem com dosagem alcoólica comprovada pelo bafômetro podem não ser presos caso não aparentem estarem embriagados e não ofereçam risco à população. A declaração é do diretor da Academia de Polícia Civil, Tabajara Novazzi Pinto, após reunião com advogados, representantes das polícias Civil e Militar e o Ministério Público. Para o diretor, a polícia de São Paulo deve usar o bom senso nas avaliações.

As informações são do Extra Online.

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