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“Nature” retira artigo sobre células-tronco e se retrata por erros na reportagem

A revista diz que "vários erros prejudicam a credibilidade do estudo como um todo". O artigo trazia uma pesquisa sobre as células-tronco.

Nesta quarta-feira (2/7), a revista científica Nature se retratou com os leitores depois da publicação de um artigo polêmico sobre um estudo de células-tronco realizado por uma equipe de cientistas japoneses e norte-americanos. Conforme a revista, o texto apresentava "vários erros críticos".
Crédito:Reprodução Revista se retratou por artigo científico com "erros críticos"
Segundo a Reuters, a pesquisa na época foi descrita como um divisor de águas por muitos especialistas. Com bons resultados, o levantamento foi investigado pelo instituto científico japonês RIKEN, que "categorizou alguns dos erros como má conduta", disse a Nature em comunicado.
O trabalho detalhava maneiras simples para reprogramar células animais maduras de volta a um estado semelhante ao embrionário, permitindo-lhes gerar muitos tipos diferentes de células. Liderado pela pesquisadora japonesa Haruko Obokata, do RIKEN, o grupo responsável pelo artigo oferecia a promessa de que células humanas poderiam no futuro, de forma simples e barata, ser reprogramadas como células embrionárias.
A pesquisa apresentava um novo método de estudo do tema, batizado como Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo, ou células STAP, na sigla em inglês. A matéria sugeria uma maneira simples para substituir células danificadas ou desenvolver novos órgãos para as pessoas doentes e feridas.
Com a polêmica, Haruko inicialmente defendia com firmeza o levantamento, mas no mês passado concordou em anular os artigos. A Nature confirmou a retratação dizendo que "vários erros prejudicam a credibilidade do estudo como um todo".
Quando foi lançada, a pesquisa foi recebida com entusiasmo pelo meio acadêmico. Com a confirmação da anulação do artigo, especialistas se disseram desapontados com o resultado. "A tecnologia STAP, de fato, parecia boa demais para ser verdade", disse Dusko Ilic, professor de ciência de células-tronco no Kings College de Londres. "Eu esperava que Haruko Obokata iria no final provar que todos os seus opositores estavam errados. Infelizmente, ela não o fez", conta.

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