"Não faz sentido falar em propinas", diz proprietário do Brasil 247 sobre Lava Jato
Nesta sexta-feira (7/8), o Valor Econômico informou que a Polícia Federal (PF) pretende intimar o jornalista Leonardo Attuch, responsável pe
Atualizado em 07/08/2015 às 16:08, por
Vanessa Gonçalves e Matheus Narcizo.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista nega recebimento de propinas e vai depor sobre o caso
Acusado pelo lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Operação Lava Jato, de ter recebido propinas no valor de R$ 120 mil do ex-tesoureiro do Partidos dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, Attuch segue sendo investigado.
Segundo Pascowitch, os repasses desviados da Petrobras teriam sido feitos através da empresa Jamp Engenheiros Associados, que teria realizado contratos simulados com a Consist Software, responsável pelo acordo feito com a Editora 247, da qual Attuch é responsável. O lobista ainda ressaltou que a medida foi a forma encontrada de "dar legalidade ao apoio do PT ao site".
À IMPRENSA, o jornalista comentou sobre o caso e abordou questões como a ligação da editora com a Jamp Engenheiro Associados e o pedido de prisão temporária feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que foi negado pelo juiz Sérgio Moro.
De acordo com Attuch, não há sentido em cogitar a possibilidade de repasse de propinas envolvendo a construtora e a editora, já que o contrato firmado entre ambas tinha uma finalidade comercial. "Não faz sentido falar em propinas, já que se trata de um contrato comercial entre duas empresas privadas, com o objetivo de produzir conteúdo, o que foi plenamente executado. A Jamp foi um cliente normal, como qualquer outro. Propuseram um trabalho, que foi executado, pago e tributado, como ocorre em qualquer relação comercial entre empresas privadas", ressaltou.
Sobre o pedido de prisão temporária, que foi indeferido pelo juiz Sérgio Moro, o jornalista concordou com a opinião do magistrado, que vetou a solicitação por acreditar que ainda é preciso ir mais a fundo sobre o caso. Para Attuch, a avaliação do responsável pelo julgamento da Lava Jato impede "um atentado violento contra a liberdade de expressão".
O responsável pela Brasil 247 também comentou sobre a possibilidade de acionar na justiça os responsáveis pelas acusações contra ele. Além disso, ressaltou que a editora manterá a mesma linha editorial, sem qualquer mudança. "É preciso ver o que foi dito por cada um e fazer uma avaliação criteriosa. Neste momento, fala em processos ainda é algo prematuro. Vamos avaliar o que extrapolou ou não o direito à crítica. O que é importante é que o veículo irá manter sua mesma linha editorial, defendendo sempre a democracia, as empresas brasileiras e o interesse nacional", concluiu.





