Na Geórgia, fotógrafo pessoal do presidente era espião
Irakli Gedenize, fotógrafo particular do presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili, admitiu ter espionado seu patrão
Atualizado em 09/07/2011 às 13:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Gedenidze em notícia no site Reuters
e ter passado informações a um colega da agência e imagens europeia, European Pressphoto Agency (EPA).
Entre as dicas que Gedenizde passava para o jornalista Zurab Kurtsikidze estavam itinerários, agendas e trajetos que o chefe do executivo georgiano faria. Não foi divulgado quanto o fotógrafo recebera por essa espionagem.
Este sábado (9), o ministro do interior, Georgy Bukhrashvili, país veio a público e disse que os serviços de inteligência suspeitam de ligações entre Kurtsikidze e o departamento de inteligência das forças armadas russas. Também afirmou que haveria mais dois fotógrafos oficias na lista de contatos do jornalista da EPA. Sem revelar os nomes, Bukhrashvili informou que eles fizeram imagens de documentos confidenciais e as passaram ao jornalista da agência, que as transmitiria para Moscou.
Segundo declarações do ministro georgiano, Kurtsikidze pediu aos informantes que lhe dessem referências bancárias para receber pelas informações e imagens.
A EPA nega veementemente a acusação. Em entrevista para a APP, o editor da agência, Cengiz Seren, disse que "ter informações sobre os trajetos e itinerários do presidente pertence à rotina de Kurtsikidze". Também afirmou que a solicitação das contas é prova da legitimidade da relação entre o fotógrafo e os colegas da Geórgia. No país, os profissionais de imagens formam um tipo de núcleo, e permitem que um use imagens do outro, contanto que lhe pague para tal.
Seren avisou que será feita uma auditoria nas contas da EPA para rastrear qualquer montante que tenha sido pago a Kurtsikidze e, eventualmente, repassado aos fotógrafos na Geórgia.
O acusado de espionagem da equipe pessoal do presidente se defende. Gedenidze diz que foi chantageado por Kurtsikidze. Ele relatou que teve de passar inúmeras informações ao funcionário da agência, sob ameaça de o colegta da EPA expor o tráfico de informações anterior. "Fiquei assustado e continuei a enviar a Kurtsikizde o que ele pedia", disse.
No depoimento prestado às autoridades da Geórgia, Gedenidze e sua esposa não mencionaram o nome do segundo jornalista acusado de espionagem, Georgy Abdaladze, autônomo que trabalhava com o ministro de relações exteriores. Depois de negar conhecer o fotógrafo da EPA, o ministro do interior reproduziu para Abdaladze a gravação de um telefonema gravado entre ele e o colega da agência, em que tratavam da transferência de dinheiro para a conta do fotógrafo freelancer.
Em entrevista à uma emissora de rádio russa, Mikhail Saakashvili disse que ficou sabendo das acusações contra seu funcionário, trinta minutos antes de sua prisão.
"Não é motivo para ficarmos paranoicos", disse na entrevista, "mas é uma questão de distribuir as informações com equilíbrio", completou.
O julgamento dos fotógrafos está marcado para o dia 1 de setembro.
As informações são da Reuters.
Leia mais:

e ter passado informações a um colega da agência e imagens europeia, European Pressphoto Agency (EPA).
Entre as dicas que Gedenizde passava para o jornalista Zurab Kurtsikidze estavam itinerários, agendas e trajetos que o chefe do executivo georgiano faria. Não foi divulgado quanto o fotógrafo recebera por essa espionagem.
Este sábado (9), o ministro do interior, Georgy Bukhrashvili, país veio a público e disse que os serviços de inteligência suspeitam de ligações entre Kurtsikidze e o departamento de inteligência das forças armadas russas. Também afirmou que haveria mais dois fotógrafos oficias na lista de contatos do jornalista da EPA. Sem revelar os nomes, Bukhrashvili informou que eles fizeram imagens de documentos confidenciais e as passaram ao jornalista da agência, que as transmitiria para Moscou.
Segundo declarações do ministro georgiano, Kurtsikidze pediu aos informantes que lhe dessem referências bancárias para receber pelas informações e imagens.
A EPA nega veementemente a acusação. Em entrevista para a APP, o editor da agência, Cengiz Seren, disse que "ter informações sobre os trajetos e itinerários do presidente pertence à rotina de Kurtsikidze". Também afirmou que a solicitação das contas é prova da legitimidade da relação entre o fotógrafo e os colegas da Geórgia. No país, os profissionais de imagens formam um tipo de núcleo, e permitem que um use imagens do outro, contanto que lhe pague para tal.
Seren avisou que será feita uma auditoria nas contas da EPA para rastrear qualquer montante que tenha sido pago a Kurtsikidze e, eventualmente, repassado aos fotógrafos na Geórgia.
O acusado de espionagem da equipe pessoal do presidente se defende. Gedenidze diz que foi chantageado por Kurtsikidze. Ele relatou que teve de passar inúmeras informações ao funcionário da agência, sob ameaça de o colegta da EPA expor o tráfico de informações anterior. "Fiquei assustado e continuei a enviar a Kurtsikizde o que ele pedia", disse.
No depoimento prestado às autoridades da Geórgia, Gedenidze e sua esposa não mencionaram o nome do segundo jornalista acusado de espionagem, Georgy Abdaladze, autônomo que trabalhava com o ministro de relações exteriores. Depois de negar conhecer o fotógrafo da EPA, o ministro do interior reproduziu para Abdaladze a gravação de um telefonema gravado entre ele e o colega da agência, em que tratavam da transferência de dinheiro para a conta do fotógrafo freelancer.
Em entrevista à uma emissora de rádio russa, Mikhail Saakashvili disse que ficou sabendo das acusações contra seu funcionário, trinta minutos antes de sua prisão.
"Não é motivo para ficarmos paranoicos", disse na entrevista, "mas é uma questão de distribuir as informações com equilíbrio", completou.
O julgamento dos fotógrafos está marcado para o dia 1 de setembro.
As informações são da Reuters.
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