Na Argentina, SIP critica censura prévia ao Estadão
Na Argentina, SIP critica censura prévia ao Estadão
Na última terça-feira (10), a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou a censura prévia contra o jornal O Estado de S.Paulo . Por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), há 103 dias o periódico está proibido de veicular informações sobre a "Operação Boi Barrica", que apura supostas irregularidades cometidas por Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).
Durante a reunião anual da entidade, realizada em 2009 na cidade de Buenos Aires, a SIP pediu às autoridades do Poder Judiciário e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) "a interferência e ação imediatas para acelerar o processo de restabelecimento da plena liberdade de imprensa no país".
Segundo informou O Estado , na ocasião, representantes da SIP ressaltaram que as reportagens e informações divulgadas pelo jornal sobre o caso se baseavam em escutas telefônicas "obtidas de forma legítima".
A entidade classificou de "incompreensível" a decisão do TJ-DF, que manteve o veto ao jornal, mesmo após o afastamento do desembargador responsável pelo caso. Por comentários críticos ao jornal, Dácio Vieira foi desligado da ação, baseado no recurso de "exceção de suspeição".
A SIP ainda classificou de "contraditória" o fato de o Tribunal ter se julgado incompetente para decidir sobre o caso, enviando-o para a Justiça do Maranhão, ao mesmo tempo em que manteve o veto ao Estadão.
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