Museu do Amanhã, no Rio, será renomeado em homenagem à jornalista Glória Maria
Em homenagem à jornalista Gloria Maria, que morreu em fevereiro último, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou ontem uma mudança no nome do Museu do Amanhã .
Atualizado em 30/06/2023 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
De autoria dos vereadores Alexandre Beça (PSD), Luciano Medeiros (PSD) e Rosa Fernandes (PSC), o projeto de lei com a ideia foi aprovado por unanimidade e deve ser sancionado nos próximos dias pelo prefeito Eduardo Paes. Crédito: Wilton Junior/Estadão Homenagem foi aprovada por unamidade pelos vereadores e segue para sanção do prefeito Eduardo Paes Fernandes afirmou que a mudança de nome é o reconhecimento de Glória Maria como uma mulher à frente do seu tempo. "Ela foi uma desbravadora de notícias e culturas, que imprimia sua personalidade corajosa em tudo que fazia, marcando a história da TV”, prosseguiu a vereadora.
Ícone do telejornalismo brasileiro, Glória Maria fez entrevistas e reportagens históricas. Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, Glória fez jornalismo na PUC-Rio e começou na Globo em 1970, como radioescuta.
Glória viajou a trabalho para mais de 100 países e foi a primeira repórter a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, em 1977.
Estreia como repórter
Sua estreia como repórter foi em 1971. Na função ela atuou inicialmente no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio. No Jornal Nacional, já mais experiente, cobriu a posse de Jimmy Carter e entrevistou o ex-presidente João Baptista Figueiredo. Foi quando, para defender a ditadura, o general disse ‘eu prendo e arrebento’.
De acordo com depoimento de Glória Maria ao Memória Globo, Figueiredo não gostava da jornalista e costumava pedir para seus seguranças não deixarem a "neguinha", como ele dizia, aproximar-se dele.
Em 1986, a jornalista foi para o Fantástico, onde acabaria como apresentadora por quase vinte anos, entre 1998 e 2007. Dentre as celebridades entrevistadas por ela estão Michael Jackson, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio e Madonna.
A jornalista ainda cobriu a guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira no Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).
Em 2007, Glória Maria protagonizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira: uma reportagem para o Fantástico sobre a festa do pequi no Alto Xingu.
Num sabático de dois anos, Glória viajou à Índia e à Nigéria, onde trabalhou como voluntária. Nessa época, adotou duas meninas, que hoje são adolescentes. Ao retornar à Globo, em 2010, passou a integrar a equipe do Globo Repórter, onde permaneceu até o fim da vida e seguiu fazendo reportagens memoráveis, como um especial sobre a China e outro sobre a cultura rastafári na Jamaica.
Em 2019, após a aposentadoria de Sérgio Chapelin, Glória Maria passou a dividir a apresentação do Globo Repórter com a colega Sandra Annenberg.





