MPF lamenta não ter sido ouvido por Veja em matéria sobre Protógenes

MPF lamenta não ter sido ouvido por Veja em matéria sobre Protógenes

Atualizado em 16/03/2009 às 18:03, por Redação Portal IMPRENSA.

MPF lamenta não ter sido ouvido por Veja em matéria sobre Protógenes

No último domingo (15), o procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações da Operação Satiagraha, divulgou esclarecimentos, em nome do Ministério Público em São Paulo (MPF/SP), esclarecendo e refutando afirmações que o delegado Protógenes Queiroz teria feito e que foram reproduzidas na revista Veja .

Segundo a nota, o procurador garante não ter recebido de Protógenes a informação de que a Polícia Federal empregava agentes da Abin na Operação Satiagraha, seja formalmente ou informalmente. "Nos inquéritos e no processo já abertos relativos ao caso, todos os atos de polícia judiciária são assinados por delegados e agentes de Polícia Federal. Nenhum documento cita ou comunica a participação de agentes da Abin na investigação", disse.

Ainda segundo ele, embora não soubesse da participação da Abin, ela não se configura como crime, nem tampouco ilegalidade. "A Lei do Sistema Brasileiro de Inteligência, Sisbin, prevê a participação de agentes de inteligência e o compartilhamento de dados entre a polícia e os demais órgãos de inteligência. Sustentar que a participação da Abin é ilegal é o mesmo que apontar que a participação do Bacen, numa investigação de fraude financeira, ou da Receita Federal, numa investigação fiscal, por exemplo, é ilegal. Quando houve participação da Abin no caso do sumiço dos laptops da Petrobrás ninguém questionou essa participação", afirmou o procurador, segundo informa a Procuradoria da República em São Paulo.

Para Rodrigo de Grandis, caso a maneira como a participação da Abin foi comunicada por Protógenes Queiroz a seus superiores tenha ferido algum regulamento interno da PF, o fato deve ser resolvido no âmbito administrativo da instituição, com invetsigação da própria polícia.

O procurador finaliza a nota, lamentando que a reportagem de Veja não tenha ouvido o MPF, antes da publicação da matéria.

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