Morte de jornalista agredido por grupo anti-LGBTQIA+ gera protestos na Geórgia
Alexander Lashkarava foi encontrado morto dias após a agressão
Atualizado em 12/07/2021 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Centenas de pessoas foram às ruas pedindo justiça pelo cinegrafista Alexander Lashkarava, que morreu após ser agredido enquanto cobria o ataque a uma marcha pelos direitos LGBTQIA+ em Tiblísi, na Geórgia.
A primeira parada do país foi cancelada em cima da hora após ataques de grupos conservadores. Segundo a organização do evento, cerca de 10 profissionais de imprensa se feriram. Crédito:Reprodução/Tbilisi Pride
Faixa em apoio à imprensa e a população LGBTQIA+ durante protesto na Geórgia A multidão se concentrou em regiões próximas às sedes do governo. Segundo a Reuters, uma mulher jogou tinta vermelha na porta de um prédio da administração pública.
Além da punição contra os responsáveis, os manifestantes também pediram a renúncia do primeiro-ministro Irakli Garibashvili, e do ministro do Interior - eles são acusados de incentivar os grupos de ódio e não garantir a segurança aos protestos e aos jornalistas.
Garibashvili culpou a população LGBTQIA+ pelos ataques. 'A realização da chamada marcha do orgulho não é razoável, pois cria uma ameaça de confronto civil", disse. Para ele, o evento é "inaceitável" para "grande segmento da sociedade georgiana".
O jornalista Lashkarava foi agredido, e dias depois, encontrado morto dentro de casa por sua mãe, de acordo com a TV Pirveli, no qual trabalhava. A causa da morte não foi revelada.
A primeira parada do país foi cancelada em cima da hora após ataques de grupos conservadores. Segundo a organização do evento, cerca de 10 profissionais de imprensa se feriram. Crédito:Reprodução/Tbilisi Pride
Faixa em apoio à imprensa e a população LGBTQIA+ durante protesto na Geórgia A multidão se concentrou em regiões próximas às sedes do governo. Segundo a Reuters, uma mulher jogou tinta vermelha na porta de um prédio da administração pública. Além da punição contra os responsáveis, os manifestantes também pediram a renúncia do primeiro-ministro Irakli Garibashvili, e do ministro do Interior - eles são acusados de incentivar os grupos de ódio e não garantir a segurança aos protestos e aos jornalistas.
Garibashvili culpou a população LGBTQIA+ pelos ataques. 'A realização da chamada marcha do orgulho não é razoável, pois cria uma ameaça de confronto civil", disse. Para ele, o evento é "inaceitável" para "grande segmento da sociedade georgiana".
O jornalista Lashkarava foi agredido, e dias depois, encontrado morto dentro de casa por sua mãe, de acordo com a TV Pirveli, no qual trabalhava. A causa da morte não foi revelada.





