Morre, no Rio de Janeiro, o jornalista Arthur Cantalice
Morre, no Rio de Janeiro, o jornalista Arthur Cantalice
O jornalista Arthur Cantalice, de 81 anos, morreu na última terça-feira (15), logo após passar mal, por volta de 16h30, enquanto discursava na reunião do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Socorrido por companheiros, entre eles o jornalista Fritz Utzeri, que é médico, não resistiu a um fulminante ataque cardíaco.
Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio e conselheiro da ABI, começou no jornalismo como crítico de programas de rádio do jornal comunista Imprensa Popular . Depois, passou a trabalhar no porto do Rio de Janeiro, onde teve posições de liderança que o levaram à direção da antiga União dos Portuários do Brasil.
Pela militância, foi preso, processado e demitido da extinta Administração do Porto do Rio de Janeiro. Com a promulgação da Constituição de 1988, foi anistiado, reintegrado e aposentado compulsoriamente por motivo de idade.
Cantalice montava o seu Jornal Mural no Sindicato dos Jornalistas , com recortes de jornais e revistas, cuja última edição (602) está datada de 8 de abril deste ano. Em todas as edições, ele mantinha a frase famosa de Millôr Fernandes: "Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados". Acima, exibia o expediente: "Editado pela Recorte Press - diretor-editor: Arthur Cantalice".
O corpo será enterrado nesta quarta-feira (16), às 16h, no Cemitério do Caju, Zona Portuária do Rio.
Com informações do JB Online






