Crédito:Miguel Ariel Contreras Drake-McLaughlin /Wikimedia Commons
Jornalista conduziu repórteres do caso Watergate De acordo com a Reuters, o jornalista faleceu de causas naturais em sua casa, em Washington (EUA). A informação foi confirmada pelo Post , que relatou no mês passado que ele havia iniciado um tratamento especializado por sofrer do mal de Alzheimer.
Entre 1968 e 1991, Bradlee fez com que o Washington Post se tornasse um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos. No caso Watergate, ele deu autonomia para que os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein buscassem indícios do envolvimento do governo de Nixon com o assalto à sede do Partido Democrata.
A apuração dos jornalistas resultou em 400 reportagens, publicadas ao longo de 28 meses. O jornal ganhou o Prêmio Pulitzer, maior honraria do jornalismo americano e a mais importante de sua história.
Homenagem
Woodward e Bernstein comentaram a morte do ex-editor em comunicado. "Ele mudou completamente nosso negócio e tinha um entendimento intuitivo da história da nossa profissão e do seu impacto informativo ou substituído das nossas vidas", disseram.
O presidente dos EUA Barack Obama também se pronunciou e fez referência ao carisma e à coragem de Bradlee, a quem classificou como "um verdadeiro jornalista". "O padrão que ele colocou de uma reportagem honesta, objetiva e meticulosa incentivou muitos outros a entrar nessa profissão", afirmou.
Martin Baron, atual editor-executivo do Post, disse que Bradlee deixou "marca indelével" no jornalismo. "Seu espírito foi uma inspiração para gerações de jornalistas e demonstrou o que nossa profissão pode trazer se é conduzida com coragem e compromisso com a verdade", ponderou.


