Ministro da Economia do Equador deixa cargo após intervenção estatal em canais de TV
Ministro da Economia do Equador deixa cargo após intervenção estatal em canais de TV
Nesta terça-feira (8), depois do anúncio feito pelo governo do Equador de intervir em dois canais de televisão que tinham dívidas com o Estado, o ministro da Economia do país, Fausto Ortiz, renunciou ao cargo.
De acordo com a imprensa local, o ex-ministro não concordou com a medida do governo equatoriano e, por isso, resolveu deixar a pasta. "Sim, ele renunciou. Estamos tirando suas coisas do gabinete", afirmou uma porta-voz do Ministério.
O governo mandou a polícia às sedes dos canais, tirou a programação do ar e designou um novo chefe de reportagem para pelo menos um deles. Wilma Salgado, ex-gerente da Agência de Garantia de Depósitos (AGD), órgão responsável pela intervenção nas estações de TV, foi nomeada a nova ministra da Economia pelo presidente Rafael Correa.
A AGD quer saber se as estações de TV Gamavisión e TC Televisión são de propriedade do grupo Isaías, responsável pela quebra de um banco há dez anos.
A intervenção foi condenada pelos equatorianos, que desconfiam de que o presidente queira limitar a liberdade de expressão, já que as estações faziam, algumas vezes, críticas ao governo equatoriano.
A AGD também interveio nas instalações de 193 outras empresas, entre elas um canal de TV a cabo, além de firmas agrícolas e petrolíferas, para saber se também pertencem ao grupo Isaías, que era um dos mais importantes do país até a crise bancária de 1998, quando faliu o Filabanco, uma das unidades do grupo.
No entanto, o presidente da Gamavisón - um dos canais que sofreram intervenção -, Alvaro Dassum, disse a jornalistas que a sua estação não pertence ao grupo Isaías."O governo quer calar os meios de comunicação que decidiram dizer a verdade", declarou.
Com informações da Efe
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