Militar da Gâmbia admite participação no homicídio de jornalista da AFP

Deyda Hydara, correspondente da Agence France Presse, era crítico ao hoverno do ex-presidente Yahya Jammeh

Atualizado em 23/07/2019 às 08:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Um militar da Gâmbia admitiu ter participado da execução do jornalista Deyda Hydara, correspondente da Agence France Presse em dezembro de 2004, em Banjul. Segundo ele, o ex-presidente Yahya Jammeh ordenou o assassinato.

Crédito:Seyllou/AFP Crítica ao regime de Jammeh, Hydara foi assassinado a tiros em 16 de dezembro de 2004 em Banjul. Ele era cofundador do jornal privado The Point, também foi correspondente da AFP e da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) na Gâmbia.
"Atiramos, eu, Alieu Jen e Sana Manjang", reconheceu o tenente Malick Jatta, durante uma audiência diante da Comissão da Verdade e Reconciliação, que foi criada para apurar os supostos crimes cometidos durante os 22 anos do regime de Jammeh, atualmente em exílio na Guiné Equatorial.
No dia seguinte, Jatta conta que seu comandante lhes entregou "um pacote com dólares" e explicou se tratar de um "gesto de apreço do grande homem". Jammeh foi eleito pela primeira vez em 1996 e permaneceu no poder até dezembro de 2016, quando perdeu as eleições para o opositor Adama Barrow.