Mercado de trabalho restrito é o grande problema dos jornalistas de Alagoas
Mercado de trabalho restrito é o grande problema dos jornalistas de Alagoas
"Um dos maiores desafios dos jornalistas de Alagoas é a ampliação do mercado de trabalho", declara Carlos Roberto Pereira Leite, 45, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado. Segundo ele, o número de profissionais que se formam é superior aos novos postos de trabalho e, além disso, as condições em que se exerce a profissão em Alagoas também não é das melhores. "Sobretudo no que se refere à estrutura e ao tempo dado aos profissionais para o cumprimento de suas pautas".
Com cerca de 950 jornalistas atuando no Estado, o Sindicato conta com mais de 800 filiados, com salários baseados no piso de R$ 1837,08. Entretanto, Leite afirma que as negociações salariais de 2007 foram concluídas em maio, como previa a data-base da entidade. "Conquistamos a reposição integral da inflação (3,44%) e um aumento real de 0,56%, que totalizam reajuste de 4%". Ao contrário do que declara a maior parte dos líderes sindicais do Brasil, o presidente garante que não há perdas salariais acumuladas, "se compararmos os reajustes à inflação oficial".
Ainda assim, os problemas do Sindicado de Alagoas são praticamente os mesmos que os dos demais Estados do Brasil. "O Sindicato tem sido acionado para defender, nas empresas menores, o pagamento em dia dos salários e o cumprimento do piso profissional. Outro problema recorrente é a utilização de estagiários como mão-de-obra. Sentimos a falta de um instrumento que nos dê maior poder e força para a fiscalização da atividade profissional, uma vez que o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho não atendem às nossas necessidades", afirma Leite.
Formado pela Universidade Federal de Alagoas e há 20 anos atuando no movimento sindical, Carlos Roberto Leite diz que existem muitos jornalistas sem diploma no Estado, "mas a grande maioria está legalizada, porque já atuava na profissão antes da criação dos cursos de jornalismo". Todos eles possuem registro normal na Delegacia Regional do Trabalho.
Já os jornalistas precários, que conseguiram registro provisório em função da liminar da juíza Carla Rischter (TRF-SP), "são poucos". "O Sindicato chegou a tirar os pouquíssimos que havia nas redações de jornal, mas veio a liminar do ministro Gilmar Mendes (STF), dando um novo fôlego para eles. Esse pessoal, quando atua, é nos jornais pequenos e periféricos", finaliza.






