Matemática por um bom trabalho
Matemática por um bom trabalho
Como é difícil fazer um orçamento. Imagino que para o fabricante de uma broca, uma caneta ou um jogo de cama, mesa e banho seja bem mais simples calcular o valor do produto do que para aqueles que prestam serviços. Ok, tudo bem, não é bem assim, mas dá para entender aonde quero chegar....
Acabo de me emaranhar nos números da calculadora para alcançar um denominador comum: aquele que remunera justamente os envolvidos no projeto e que também seja honesto com o cliente. Complicado esse cálculo porque cada um tende a enxergar seu valor intelectual, sua experiência profissional e tudo o mais de maneira muito particular.
Tempos atrás um prospect tinha em mãos três orçamentos de assessoria de imprensa. Antes mesmo de saber o meu custo, contou que uma empresa apresentou proposta no valor de R$ 10 mil mensais, outra de R$ 5 mil e uma terceira de apenas R$ 1 mil. Atônito, ele me pedia explicação para tanta diferença. Sem poder falar dos outros, que não sei como alcançaram aqueles valores, justifiquei o meu critério. Para mim, ele deveria:
- Analisar o histórico profissional dos principais gestores da empresa;
- Ficar atento para saber se aquele profissional que fecha o contrato - geralmente o dono ou um diretor - lhe dará atenção quando se tornar cliente;
- Conversar com alguns clientes da empresa para saber se estão satisfeitos com o trabalho. Ligar e pegar informações;
- Conhecer as instalações da agência. Se for home office certamente esse profissional terá um custo operacional mais baixo do que aquele que mantém uma ampla estrutura física.
Aliás, atuar em casa, opção de muita gente atualmente, não significa menor ou maior grau de capacitação profissional. O que o cliente precisa entender é que hoje há pouca diferença estrutural entre as empresas. As agências têm bons computadores, acesso à internet, compram mailing dos mesmos lugares... isso nem deve mais ser critério de avaliação. O que vale é o empenho, o envolvimento com o cliente, o pensamento em comum, a vontade de criar novas oportunidades. Aí, sim, é preciso buscar aquele que vai jogar no mesmo time.






