Lula defende regulamentação dos meios de comunicação e cita Inglaterra como exemplo

Em entrevista ao jornal Bahia no Ar, da rádio Metrópole FM, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 26, que, se for eleito presidente, “vai regular os meios de comunicação”.

Atualizado em 26/08/2021 às 17:08, por Redação Portal IMPRENSA.


“Estou conversando com muita gente, leio muita coisa, estou ouvindo muito desaforo. Tem setores da imprensa que não querem que eu seja candidato. Porque se eu voltar, vou regular os meios de comunicação deste país”, prometeu o candidato do PT à corrida eleitoral de 2022.
Sem deixar claro se fazia menção à Lei de Imprensa, de 1967, ou ao Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, Lula afirmou que a "regulamentação dos meios de comunicação é do tempo que a gente conversava por carta". Crédito:Reprodução Lula em recente visita a Pernambuco
O objetivo alegado do petista é conduzir uma regulametação “que permita que a gente conduza a internet mais para o bem que para o mal”. “É impedir a a utilização dela para tudo que é sacanagem para tudo que é podridão.”
Para Lula é necessário combater a concentração de poder da comunicação nas mãos de poucos e promover uma programação mais regionalizada para as TVs. “O que não pode é nove famílias terem todos os meios de comunicações. (...) É preciso democratizar um pouco isso, A televisão precisa ser mais plural.”
Lula negou a intenção de controlar conteúdos e de limitar a limite de imprensa, como ocorrem em países como Cuba e China, que exercem esse poder sobre meios de comunicação.
“Ninguém quer controlar nada. Eu não quero controlar. (...) Não quero um modelo de comunicação tipo Cuba ou China. Eu quero tipo Inglaterra. Lá tem democracia? Tem. Então, é o de lá que eu quero”, apontou.