Lucia Faria dá dicas para os jornalistas que desejam atuar como assessores de imprensa
O universo da comunicação empresarial está cada vez mais amplo diante das possibilidades de produção de conteúdo multiplataforma e das redessociais.
Atualizado em 04/04/2014 às 17:04, por
Danúbia Paraizo.
Durante entrevista ao "IMPRENSA na TV" desta sexta-feira (04/04), Lucia Faria, fundadora da empresa de comunicação corporativa que leva seu nome, conversou com a jornalista Thaís Naldoni sobre os desafios do mercado.
Crédito:Reprodução Lucia Faria foi a entrevistada do IMPRENSA na TV desta sexta (04/04) “Eu gostaria de acabar com o release, gostaria que ele fosse banido da face da terra. Fazemos intermédio entre os clientes e seus vários públicos. E com as redações cada vez menores imagine quantos releases os jornalistas recebem?”. Para conseguir emplacar boas pautas sem acabar com o release no lixo dos jornalistas, a assessora defende o atendimento personalizado. “Eu tenho que oferecer para cada profissional uma coisa que tenha a cara do veículo”.
Com 30 anos de carreira e passagens por grandes veículos, como a Editora Globo, Lucia sabe o caminho das pedras e dá alguns conselhos para emplacar boas pautas. “Conhecer a rotina dos veículos é fundamental. Se eu sei que a coluna social fecha tal horário, não vou ligar”, defende a jornalista, que ressalta estar cada vez mais difícil encontrar uma boa hora para ligar para os colegas.
Outra dica de ouro é não misturar o lado profissional com o pessoal. “Não ofereço pautas pelo Facebook, nem para os meus amigos jornalistas. Considero esse espaço como recreativo, não tem nada a ver eu abordá-lo ali”.
Redes sociais, mídia training e cia Para os profissionais que desejam atuar com comunicação empresarial, Lucia destacou que o mercado precisa de pessoas com conhecimentos multidisciplinares. Isso não significa que eles precisem ser jornalistas. “Para trabalhar com redes sociais, por exemplo, tem que ter estratégia. É um cuidado constante com o que se posta. O profissional tem que constantemente se questionar: o que as pessoas do outro lado querem ler?’ Senão eu viro um mero replicador de qualquer coisa”.
Crédito:Reprodução Lucia falou sobre os desafios de emplacar uma pauta Lucia explica ainda que, justamente pelo fato de a comunicação organizacional estar pulverizada em vários canais, é uma área que cabe tanto um administrador, quanto um profissional de relações públicas, publicitário ou jornalista. “A gente não está mais lidando com um canal, hoje uma marca tem que estar presente para vários públicos. A gente tem que tomar um cuidado muito grande nas redes sociais, com a reação de alguém que fala mal de uma marca. As pessoas não vão mais para o SAC, vão para as redes sociais”.
Além das oportunidades de atuação na web, as atividades tradicionais de uma empresa de comunicação corporativa englobam o trabalho de mídia training e gestão de crises. No final das contas, ambos os serviços evitam problemas futuros para os clientes em sua relação com a imprensa.
“A palavra é o entrevistado se preparar. Conhecer o perfil do jornalista que vai entrevistá-lo, saber quais dados levar previamente para reduzir os riscos. Depois que o entrevistado já falou não posso mais fazer nada, por isso, temos vários passos para o treinamento, desde filmagens, até simulações de entrevistas com jornalistas de verdade para colocar o cliente na parede, tudo para prepará-lo”.
Não menos importante, o trabalho de gestão de crise é algo que deve ser feito constantemente, destaca Lucia. “Ontem me procuraram em uma crise terrível, um acidente de trânsito, e eu disse que não entraria naquele vespeiro. Depois do acidente é muito tarde. A gente mapeia todas as situações que podem ocorrer com as empresas com antecedência, já planejando quais ações tomar”, destaca a jornalista. “É muito importante fazer esse trabalho prévio, mas poucos empresários dão importância”, lamentou.
O “IMPRENSA na TV” é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, e é exibido, ao vivo, pela allTV, com transmissão simultânea pelo Portal IMPRENSA, todas as sextas-feiras, das 15h às 16h.
Crédito:Reprodução Lucia Faria foi a entrevistada do IMPRENSA na TV desta sexta (04/04) “Eu gostaria de acabar com o release, gostaria que ele fosse banido da face da terra. Fazemos intermédio entre os clientes e seus vários públicos. E com as redações cada vez menores imagine quantos releases os jornalistas recebem?”. Para conseguir emplacar boas pautas sem acabar com o release no lixo dos jornalistas, a assessora defende o atendimento personalizado. “Eu tenho que oferecer para cada profissional uma coisa que tenha a cara do veículo”.
Com 30 anos de carreira e passagens por grandes veículos, como a Editora Globo, Lucia sabe o caminho das pedras e dá alguns conselhos para emplacar boas pautas. “Conhecer a rotina dos veículos é fundamental. Se eu sei que a coluna social fecha tal horário, não vou ligar”, defende a jornalista, que ressalta estar cada vez mais difícil encontrar uma boa hora para ligar para os colegas.
Outra dica de ouro é não misturar o lado profissional com o pessoal. “Não ofereço pautas pelo Facebook, nem para os meus amigos jornalistas. Considero esse espaço como recreativo, não tem nada a ver eu abordá-lo ali”.
Redes sociais, mídia training e cia Para os profissionais que desejam atuar com comunicação empresarial, Lucia destacou que o mercado precisa de pessoas com conhecimentos multidisciplinares. Isso não significa que eles precisem ser jornalistas. “Para trabalhar com redes sociais, por exemplo, tem que ter estratégia. É um cuidado constante com o que se posta. O profissional tem que constantemente se questionar: o que as pessoas do outro lado querem ler?’ Senão eu viro um mero replicador de qualquer coisa”.
Crédito:Reprodução Lucia falou sobre os desafios de emplacar uma pauta Lucia explica ainda que, justamente pelo fato de a comunicação organizacional estar pulverizada em vários canais, é uma área que cabe tanto um administrador, quanto um profissional de relações públicas, publicitário ou jornalista. “A gente não está mais lidando com um canal, hoje uma marca tem que estar presente para vários públicos. A gente tem que tomar um cuidado muito grande nas redes sociais, com a reação de alguém que fala mal de uma marca. As pessoas não vão mais para o SAC, vão para as redes sociais”.
Além das oportunidades de atuação na web, as atividades tradicionais de uma empresa de comunicação corporativa englobam o trabalho de mídia training e gestão de crises. No final das contas, ambos os serviços evitam problemas futuros para os clientes em sua relação com a imprensa.
“A palavra é o entrevistado se preparar. Conhecer o perfil do jornalista que vai entrevistá-lo, saber quais dados levar previamente para reduzir os riscos. Depois que o entrevistado já falou não posso mais fazer nada, por isso, temos vários passos para o treinamento, desde filmagens, até simulações de entrevistas com jornalistas de verdade para colocar o cliente na parede, tudo para prepará-lo”.
Não menos importante, o trabalho de gestão de crise é algo que deve ser feito constantemente, destaca Lucia. “Ontem me procuraram em uma crise terrível, um acidente de trânsito, e eu disse que não entraria naquele vespeiro. Depois do acidente é muito tarde. A gente mapeia todas as situações que podem ocorrer com as empresas com antecedência, já planejando quais ações tomar”, destaca a jornalista. “É muito importante fazer esse trabalho prévio, mas poucos empresários dão importância”, lamentou.
O “IMPRENSA na TV” é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, e é exibido, ao vivo, pela allTV, com transmissão simultânea pelo Portal IMPRENSA, todas as sextas-feiras, das 15h às 16h.





