Linha editorial da TV Brasil não é ditada por partidos ou governo, diz Tereza Cruvinel
Linha editorial da TV Brasil não é ditada por partidos ou governo, diz Tereza Cruvinel
Atualizado em 19/08/2010 às 19:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
| Arquivo IMPRENSA |
| Tereza Cruvinel |
De acordo com Tereza, a TV mostrou ser apartidária e isenta quando, recentemente, realizou uma série de entrevistas com os presidenciáveis, independentemente do partido ou coligação. "Como diretora-presidente da EBC, estranho as declarações do candidato que, recentemente, participou de uma série de entrevistas com presidenciáveis na TV Brasil, confirmando a observância dos princípios de isenção, apartidarismo e isonomia na cobertura da campanha e dos candidatos, normas igualmente observadas em toda a programação da TV Pública, das emissoras públicas de rádio e pela Agência Brasil".
Ainda segundo a presidente da EBC, a rede não existe "para criar empregos na área de Jornalismo", mas para dar cumprimento ao artigo 223 da Constituição Federal, "que prevê a complementaridade entre os sistemas privado, estatal e público na radiodifusão", e foi "esquecido por 20 anos".
Tereza diz, ainda, que a orientação editorial dos canais do Sistema EBC não é ditada pelo Governo ou por um partido. "Quem decide é um Conselho Curador amplo e representativo da diversidade da sociedade brasileira. Assim é também nos países onde a radiodifusão é plural e conta com canais públicos. Tal como disse o saudoso governador Mário Covas em relação à TV Cultura, TV Pública estadual, na EBC também 'o Governo paga mas não manda'".
TV para fins políticos
O candidato José Serra, afirmou, nesta quinta-feira (19), que o governo federal financia "blog sujos" que "dão norte do patrulhamento" a jornalistas.
A acusação do candidato tucano ocorreu no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), no Rio de Janeiro. No encontro, Serra assinou a Declaração de Chaputelpec, uma carta de compromisso com a liberdade de imprensa reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Serra afirmou que o governo efetua "patrulhamentos e perseguições sistemáticas" a jornalistas e que a TV Brasil serve apenas para criar cargos e favorecer um "partido". "Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como por exemplo da TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido", afirmou.
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