Líder do PDT questiona judicialmente reportagem da Veja sobre Paulinho da Força
Líder do PDT questiona judicialmente reportagem da Veja sobre Paulinho da Força
Líder do PDT questiona judicialmente reportagem da Veja sobre Paulinho da Força
O líder do PDT na Câmara dos Deputados, Vieira da Cunha (RS), informou na última segunda-feira (19) que encaminhou à assessoria jurídica do partido - do qual é presidente interino - uma lista de seis perguntas à revista Veja.
A revista publicou nesta semana uma reportagem sobre o suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, e da agremiação em desvios no BNDES.
Os questionamentos serão feitos por meio de interpelação judicial baseada na Lei de Imprensa. De acordo com o PDT, a publicação tem 48 horas para dar as explicações pedidas pela legenda.
"Estou zelando, como é meu dever, pela imagem do PDT. A interpelação é uma oportunidade para a revista se explicar das acusações levianas contra o partido. Se as explicações não forem convincentes, ingressarei em juízo visando à reparação moral do partido", anunciou Vieira.
Entre as seis perguntas, Vieira da Cunha questiona a afirmação da revista de que "a PF desmontou o esquema da Força Sindical e do PDT no BNDES": "O que a revista Veja quer dizer com a expressão 'esquema' e, em tal 'esquema do BNDES', no que participou, objetivamente, o PDT como instituição partidária?"
A reportagem alega que o PDT tem "um cofre clandestino". A segunda pergunta do deputado é: "Que cofre é esse? Quem é o responsável por ele? Que montante de dinheiro e/ou valores guarda e qual a sua origem? Onde se localiza?"
O terceiro questionamento remete à declaração de Veja de que "já está claro que, hoje, Força e PDT são duas organizações siamesas também no plano financeiro". "Que tipo de relação existe entre o PDT e a Força Sindical no plano financeiro? Que valores foram repassados entre uma e outra organização? De que forma e quando ocorreram tais transferências de recursos?", pergunta Vieira da Cunha.
Ele também questiona a afirmação de que "o PDT, a Força Sindical e o Ministério do Trabalho se converteram numa central única de interesses", e indaga quais são esses interesses, se eles revestem-se de caráter ilícito e porquê.
A Veja alegou na reportagem que Luiz Fernando Emediato é citado como "tesoureiro informal do PDT". Vieira da Cunha quer saber o que a revista quer dizer com a expressão "tesoureiro informal" e "que tipo de atividade ligada às finanças do PDT exerce ou exerceu o Sr. Luiz Fernando Emediato".
Por fim, a revista afirma: "Desde que Paulinho comanda a tomada da sigla pela Força, essa boa imagem se estilhaçou e o PDT começou a freqüentar as páginas policiais. Com Paulinho e a Força no leme, o partido agora se vê diretamente envolvido em uma denúncia de corrupção, a de fraudes de empréstimos do BNDES".
O deputado questiona: "de que forma a sigla PDT foi tomada pela Força Sindical? Em que fato se baseia a revista para afirmar que Paulinho e a Força estão 'no leme' do PDT? De que ato concreto de corrupção envolvendo fraudes de empréstimos do BNDES participou o PDT?".
As informações são do Globo Online
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