Leandro Fortes, correspondente da "CartaCapital', anuncia saída da revista

O jornalista Leandro Fortes, correspondente da revista CartaCapital, em Brasília (DF), anunciou nesta sexta-feira (1º/11) a “despedida doída” da publicação, em mensagem em seu perfil no .

Atualizado em 01/11/2013 às 17:11, por Mauricio Kanno.

da revista CartaCapital , em Brasília (DF), anunciou nesta sexta-feira (1º/11) a “despedida doída” da publicação, em mensagem em seu perfil no . Ele não revelou seus próximos planos, mas aproveitou a mensagem para louvar o veículo por ter revitalizado seu gosto pelo jornalismo, quando tinha "desistido" da profissão.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista se despede da revista, mas não anuncia próximo projeto
Fortes justifica sua decepção com a profissão, em 2005, em razão da “fúria com que as redações de Brasília havia se debruçado sobre o escândalo do mensalão”. Para ele, isso teria se convertido em uma “onda de vandalismo editorial”, cuja missão seria derrubar o governo Lula. Ele compara esse movimento com o golpe de 1964, que destituiu o presidente João Goulart.

Emocionado, o jornalista lembra que havia largado empregos promissores na chamada “grande imprensa” para se dedicar às aulas de jornalismo em uma faculdade de Brasília. Na época, também teria se dedicado ao nascimento da Escola Livre de Jornalismo, “uma arena de ideias, seminários, palestras e oficinas para estudantes e jovens jornalistas em busca de contrapontos ao mau cheiro da mídia tradicional”, assim como a escrever livros e fazer palestras pelo Brasil.

Repórter dos invisíveis O jornalista classifica os oito anos no cargo de correspondente da CartaCapital como “a mais importante, relevante e satisfatória experiência da minha carreira de jornalista".

Fortes ainda destacou a convivência com o idealizador da revista, Mino Carta. Para ele, o veterano, além de ter moldado seu espírito para ser o “repórter dos invisíveis”, o ajudou a exercer o “combate permanente às injustiças sociais, ao moralismo seletivo e ao mau jornalismo”, que estaria a serviço das elites.

IMPRENSA tentou contato com o jornalista, mas não obteve retorno.