Justiça recusa pedido para revogar prisão de suspeito de matar jornalista em MG

Antônio Augusto Calaes, juiz da 2ª Vara Criminal de Ipatinga (MG), recusou, na última segunda-feira (11/11), o recurso de revogação e relaxamento da prisão feito pela defesa do policial civil Lúcio Lírio Leal, detido por suspeita de participação na morte do jornalista Rodrigo Neto, assassinado a tiros na madrugada de 8 de março de 2013, no bairro Canaã, em Ipatinga (MG).

Atualizado em 12/11/2013 às 11:11, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Juiz negou pedido para libertar suspeito de participação na morte do jornalista (foto)


De acordo com o G1, o advogado de defesa de Lúcio, Elizeu Borges Brasil, comunicou que vai recorrer a instâncias superiores. “Agora que aqui (em Ipatinga) o juiz negou o pedido, vou entrar com um habeas corpus no Tribunal de Justiça, em Belo Horizonte”.


O advogado alegou que o pedido foi feito porque a prisão se tornou ilegal em razão do excesso de prazo para a primeira audiência, que seria de 90 dias. A solicitação também se apoia na justificativa de que Lúcio não atende os requisitos para ficar preso preventivamente, segundo o Código Penal.


Na semana passada, o Ministério Público informou que o prazo de 90 dias não deve ser isolado e que o tempo em que o detetive ficou preso temporariamente não foi avaliado. A Justiça da Comarca de Ipatinga (MG) marcou para o dia 9 de dezembro a primeira audiência de instrução do caso.


Lúcio Lírio Leal foi preso em junho e apontado pela Polícia Civil de Belo Horizonte (MG) de ter participado do assassinato de Rodrigo Neto. Segundo o Departamento de Homicídios da capital mineira, o detetive teria atuado como um informante, vigiando os passos do jornalista.


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