Justiça nega pedido e Gentili não dará de explicações sobre ataque ao Instituto Lula
O apresentador Danilo Gentili, do SBT, não terá de dar explicações por ter insinuado em seu perfil no Twitter que o ataque a bomba à sede doInstituto Lula, ocorrido no fim de julho deste ano, teria sido "forjado".
De acordo com Agência Estado, o juiz entendeu que a frase de Gentili pode ser considerada calúnia e não difamação e que, em razão disso, não caberia à entidade, por ser pessoa jurídica, acionar a Justiça. "A frase publicada, se crime contra a honra caracterizasse, ao imputar um fato específico, e criminoso, implicaria no crime de calúnia. Mas uma pessoa jurídica, como é o interpelante (Instituto Lula), não pode praticar crimes e, portanto, não pode ser vítima do crime de calúnia", afirma o magistrado.
Para Franco, o fato de Gentili também ser comediante torna a frase sobre o atentado a bomba uma piada. "Assim mais que óbvio que aquela frase nada mais é do que uma evidente piada. Fosse tal afirmação na rede social de um jornalista respeitado e de credibilidade sem dúvida alguma se poderia cogitar de algum crime contra a honra".
No texto da decisão, o juiz condena o "patrulhamento sem precedentes" no país e afirma que a "liberdade de expressão só existe quando se permite ao outro falar exatamente aquilo de que se mais discorda".
Na interpelação judicial, os advogados do Instituto Lula pediam que Gentili respondesse a seis perguntas sobre sua fala logo após o atentado. Após a rejeição a liminar, a entidade comentou o fato. "Diante do fato de que a palavra de Danilo Gentili não vale nada, vamos avaliar se vale a pena continuar com a interpelação, já que o próprio falou que não é racional levá-lo a sério e a Justiça confirmou que a palavra dele num vale nada".
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