Justiça nega pedido de liberdade aos acusados de matar cinegrafista Santiago Andrade

O juiz Murilo Kieling, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou a revogação da prisão preventiva de Caio Silva de

Atualizado em 26/04/2014 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Souza e Fábio Raposo, acusados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. A dupla começou a ser julgada nesta sexta-feira (25/04) por acender e posicionar o rojão que explodiu ao lado da cabeça do cinegrafista. O caso ocorreu durante um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, no último dia 6 de fevereiro.
Segundo o canal BandNews, a defesa dos réus pediu pela terceira vez a liberdade de seus clientes, mas não obteve sucesso. 17 testemunhas foram chamadas na audiência para dar seus depoimentos, das quais oito são de acusação e nove de defesa
Crédito:Reprodução Fábio Raposo e Caio Silva de Souza são acusados de acender um rojão que levou à morte Santiago Andrade A previsão é que o julgamento seja dividido em três partes. Na primeira audiência, nesta sexta-feira, o delegado Maurício Luciano de Almeida, titular da 17º DP (São Cristóvão), foi um dos ouvidos. De acordo com o jornal O Globo , o policial afirmou que o crime contra Andrade foi cometido em conjunto. Enquanto Fábio organizava as ações contra a polícia, Caio era responsável por colocar as ideias em prática. Luciano definiu Caio como uma pessoa de dupla personalidade, sendo tranquilo em casa, com a família, mas agressivo na rua, nas manifestações.
O delegado assistente Fábio Pacífico, um amigo de um dos acusados, Carlos Henrique Omena da Silva, e o primeiro-tenente do Batalhão de Choque, Luiz Alexandre de Oliveira, também foram ouvidos. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo só serão ouvidos na última audiência, ainda sem data marcada. O julgamento da dupla será retomado no próximo dia 5 de maio.
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