Justiça do Irã proíbe circulação de jornal por publicar matéria "insultante"

Na última quinta-feira (20/2), a Justiça iraniana informou que proibirá a circulação do jornal Aseman, lançado há menos de uma semana, por ter publicado uma matéria qualificada como "insultante" em relação à lei islâmica em vigor no Irã.

Atualizado em 21/02/2014 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Justiça iraniana informou que proibirá a circulação do jornal Aseman , lançado há menos de uma semana, por ter publicado uma matéria qualificada como "insultante" em relação à lei islâmica em vigor no Irã.
De acordo com a AFP, o Aseman ("céu", em português) "foi proibido de circular por ter publicado matérias insultantes em relação às crenças sagradas do Islã e matérias ofensivas às leis islâmicas", explicou o procurador-geral de Teerã.
Em uma matéria publicada na última terça-feira (18/2), ele considerou como “desumana” a “qisas”, lei do Talião inscrita na charia, a lei islâmica do Irã. O diretor-geral do jornal, Abbas Bozorgmehr, também foi acusado nesse caso, apontou o procurador.
Segundo a agência oficial de notícias Irna, Bozorgmehr foi detido na última quinta-feira (20/2) e encaminhado para a prisão de Evin, no norte de Teerã. O valor da fiança é de 3 milhões de rials, cerca de US$ 100 mil.
Antes de ser detido, o diretor explicou à imprensa que a publicação da palavra "desumano" foi um erro involuntário. "Eu retirei a palavra na versão relida, mas infelizmente a equipe técnica enviou para a gráfica a versão não relida" do artigo, acrescentou.
Um membro de um centro de reflexão religioso, Mohammadreza Bagherzadeh, atribuiu ao governo do presidente moderado Hassan Rohani a responsabilidade do que chamou de "ataque" à lei islâmica.
Eleito em junho de 2013, o presidente apoiou atribuir mais liberdade para os assuntos culturas e sociais no país. Outra publicação reformadora, o diário Bahar ("primavera", em português) foi fechado em outubro pela mesma razão.