Justiça determina reversão das demissões de jornalistas que participaram de greve em Alagoas

Se não cumprirem a determinação, as emissoras ficam sujeitas a medidas administrativas e judiciais. Dos demitidos, 14 jornalistas trabalham

Atualizado em 10/07/2019 às 16:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A greve dos jornalistas de Alagoas e a demissão de 15 profissionais pelas TVs Gazeta e Mar, ambas do grupo Arnon de Mello, continuam repercutindo na Justiça. O Ministério Público do Trabalho de Alagoas determinou que as demissões fossem revertidas.
Crédito:Divulgação / Sindjornal

na TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no estado. De propriedade da família do senador Fernando Collor de Mello, o grupo Arnon também é responsável pelo site Gazetaweb e pelas notícias de Alagoas no portal G1.
A greve contra a proposta das empresas de reduzir o piso salarial da categoria durou nove dias, até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidir por unanimidade conceder reajuste de 3% no piso. Com a decisão, ele passou de R$ 3.565,27 para R$ 3.672,22.
No julgamento, os desembargadores também decidiram pela legalidade da greve e pelo não desconto dos dias parados. Entre os demitidos estão repórteres, apresentadores, produtores e cinegrafistas, que alegam que os desligamentos são retaliações à greve.

Para o Sindicato de Jornalistas de Alagoas, a perseguição aos grevistas ficou evidente e a emissora burlou a lei ao fazer as demissões antes da publicação de acórdão que protege os jornalistas de desligamentos por três meses.

Iniciada no dia 25 de junho, a greve dos jornalistas de Alagoas paralisou os três maiores grupos de comunicação do estado. As empresas propunham redução de 40% nos salários de novos empregados. Estagiários, reprises e jornalistas de outros estados foram acionados para que os telejornais fossem ao ar.