Justiça condena Zeca Camargo a pagar indenização à família de Cristiano Araújo
O jornalista Zeca Camargo foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 30 mil à família do cantor Cristiano Araújo, ao criticar a comoção nacional causada pela morte do artista em um acidente de carro há quase três anos.
Cristiano Araújo e sua namorada Allana Moraes morreram em 2015, após não resistirem a um acidente automobilístico na BR-153, em Morrinhos, no sul goiano, quando voltavam de um show.
No entendimento da magistrada, Zeca causou danos morais para o "Jornal das 10", do canal de notícias GloboNews, logo após o acidente, e que o apresentador não respeitou o luto da família, do empresário e dos fãs do Cristiano.
“O que realmente surpreende neste evento triste da semana foi a comoção nacional. De uma hora para outra, fãs e pessoas que não faziam ideia de quem era Cristiano Araújo partiram para o abraço coletivo, como se todos nós estivéssemos desejando uma catarse assim, um evento maior que nos unisse pela emoção", disse Zeca Camargo na crônica de sua autoria.
“É só lembrar as despedidas de Cazuza, Ayrton Senna, Kurt Cobain, Lady Diana, Michael Jackson, Mamonas Assassinas. Mas Cristiano Araújo? Sim. Eles, sim, eram, guardadas as proporções, ídolos de grande alcance. Como fomos, então, capazes de nos seduzir emocionalmente por uma figura relativamente desconhecida?”, questionou Zeca, acrescentando a canção popular contemporânea no país estava dominada “por revelações de uma música só, que se entregam a uma alucinada agenda de shows para gerar um bom dinheiro antes que a faísca desse sucesso singular apague sem deixar uma chama mais duradoura.”
A família de Cristiano Araújo ficou ofendida com conteúdo do texto e a maneira pela qual foi interpretação por Zeca Camargo e , que negou ter sido agredido a imagem do cantor e depois no programa "Vídeo Show".
Na visão da juíza Rozana Fernandes Campamum, um jornalista pode fazer crônicas e falar com emoção, "mas não deve descambar para a agressão gratuita, desprestígio e humilhação à pessoa humana no momento da narrativa." "[Zeca Camargo] não teve o mínimo de compaixão e sensibilidade e no seu egoísmo e narcisismo, com pensamento de autoridade acerca do que deve ser considerado bom ou não, passou a agredir aquele que já não tinha defesa, morto ao alçar voo, causando sofrimento intenso a todos os fãs e em especial aos familiares e empresário que nele depositavam os sonhos de uma vida melhor", expressou na sentença.





