Justiça argentina quer ouvir "Clarín" e "La Nación" sobre compra de fábrica de papel

A promotoria argentina pediu à Justiça que convoque os representantes do ‘’Clarín’’ e do ‘’La Nación’’ para depor no inquérito que investigao polêmico caso ‘’Papel Prensa’’.

Atualizado em 12/03/2015 às 15:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Barbella, pediu à Justiça que convoque os representantes dos jornais Clarín e do La Nación para depor no inquérito que investiga o polêmico caso ‘’Papel Prensa’’.
Crédito:Divulgação Jornais são acusados de controlar empresa à força desde a ditadura na Argentina
Papel Prensa é o nome de uma empresa que produz papel jornal e foi comprada pelos veículos há 39 anos. Os herdeiros do então dono da fábrica afirmam que chegaram a ser obrigados pelo governo militar a ceder o controle da empresa. Eles afirmam, inclusive, que chegaram a ser torturados a mando dos acionistas dos veículos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o promotor solicitou depoimentos do acionista Héctor Magnetto e da diretora Ernestina Herrera de Noble, ambos do Clarín . Do La Nación , ele indicou o diretor Bartolomé Luis Mitre.

Em nota, os dois jornais afirmam que a medida é uma forma encontrada pelo governo para intimidar a mídia independente. ‘’Após mais de quatro anos de investigação, que começou com uma entrevista coletiva da presidente [Cristina Kirchner] em agosto de 2010, não foi possível coletar nenhuma evidência que indique irregularidade na operação. Evidente que o governo deseja que a causa avance em uma direção distinta do que indicam as provas’’.