Julian Assange afirma que manipulação por parte da mídia é pior do que a praticada por governos
Julian Assange afirma que manipulação por parte da mídia é pior do que a praticada por governos
Atualizado em 27/01/2011 às 18:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O fundador do controverso site Wikileaks, Julian Assange, afirmou que a manipulação pela mídia é pior do que a praticada por governos.
Em entrevista a internautas brasileiros por intermédio do blog da CartaCapital, editado pela jornalista Natalia Viana, Assange expôs sua opinião sobre a omissão da mídia ao manipular informações.
"A manipulação das informações pela mídia é perigosa, porque quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas", afirmou Assange.
Para exemplificar sua teoria, o jornalista citou a Guerra do Iraque, iniciada em 2003, como o exemplo mais claro de manipulação alavancada pela grande mídia, no caso, a dos Estados Unidos.
A respeito de uma eventual mudança no comportamento dos governos em relação à informação após os vazamentos por meio do Wikileaks, o fundador do site salientou que, ademais dos resultados de sua empreitada, a mensagem implícita é de que a livre circulação de informações democratiza o conhecimento.
"As pessoas que pretendem ser mestras de si mesmas têm de ter o poder que o conhecimento traz", disse.
Ao ser questionado se tinha um posicionamento de esquerda, Assange diz que enxerga pessoas boas e más nos dois lados do espectro político.
"Isso (a afirmação sobre seu posicionamento) é geralmente associado com a retórica da esquerda, o que dá margem à visão de que somos uma organização exclusivamente de esquerda. Não é correto. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e justiça - e isso se encontra em muitos lugares e tendências", explicou Assange.
Sobre a razão pela qual resolveu disponibilizar em primeira-mão, no caso do Brasil, o conteúdo do Wikileaks para grandes jornais como Folha de S. Paulo e O Globo , Assange sublinhou que o posicionamento do Governo Federal pesou no momento de sua escolha.
"No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição", explica o fundador do Wikileaks.
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Em entrevista a internautas brasileiros por intermédio do blog da CartaCapital, editado pela jornalista Natalia Viana, Assange expôs sua opinião sobre a omissão da mídia ao manipular informações.
"A manipulação das informações pela mídia é perigosa, porque quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas", afirmou Assange.
Para exemplificar sua teoria, o jornalista citou a Guerra do Iraque, iniciada em 2003, como o exemplo mais claro de manipulação alavancada pela grande mídia, no caso, a dos Estados Unidos.
A respeito de uma eventual mudança no comportamento dos governos em relação à informação após os vazamentos por meio do Wikileaks, o fundador do site salientou que, ademais dos resultados de sua empreitada, a mensagem implícita é de que a livre circulação de informações democratiza o conhecimento.
"As pessoas que pretendem ser mestras de si mesmas têm de ter o poder que o conhecimento traz", disse.
Ao ser questionado se tinha um posicionamento de esquerda, Assange diz que enxerga pessoas boas e más nos dois lados do espectro político.
"Isso (a afirmação sobre seu posicionamento) é geralmente associado com a retórica da esquerda, o que dá margem à visão de que somos uma organização exclusivamente de esquerda. Não é correto. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e justiça - e isso se encontra em muitos lugares e tendências", explicou Assange.
Sobre a razão pela qual resolveu disponibilizar em primeira-mão, no caso do Brasil, o conteúdo do Wikileaks para grandes jornais como Folha de S. Paulo e O Globo , Assange sublinhou que o posicionamento do Governo Federal pesou no momento de sua escolha.
"No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição", explica o fundador do Wikileaks.
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