Juíza nega deportação de repórter brasileira detida em manifestação no Equador

A juíza equatoriana Gloria Pinza negou a deportação da jornalista franco-brasileira Manuela Picq, presa durante os protestos da última quinta-feira (13/8) contra o governo do presidente Rafael Correa.

Atualizado em 18/08/2015 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.

negou a deportação da jornalista franco-brasileira , presa durante os protestos da última quinta-feira (13/8) contra o governo do presidente Rafael Correa.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista tentará renovar visto para permanecer no Equador
De acordo com a AFP, ao fim da audiência, a repórter ergueu os braços em sinal de vitória diante de dezenas de indígenas e ativistas que se concentravam nas proximidades do tribunal para protestar contra o governo e exigir a libertação dela.
"Estou contente. É uma vitória de todos os que participaram na defesa, tanto os advogados, a imprensa, os estudantes e o movimento indígena", declarou Manuela.
A repórter, que colabora com a imprensa internacional, como o canal árabe Al Jazzera, continua no albergue de Quito onde estão outros estrangeiros em processo de deportação. Ela é mantida sozinha e afirmou ser tratada como presa política.
O visto de Manuela foi cassado na última sexta (14/8) depois do protesto. Ela e seu companheiro, o líder indígena Carlos Pérez Guartambel, foram agredidos por policiais, arrastados e retirados à força da manifestação.
"Os próximos passos serão tentar restabelecer o visto, cancelar a revogação ilegal e renovar o visto no futuro", informou a jornalista.