José Sarney defende liberdade, mas critica "dicotomia" da imprensa
José Sarney defende liberdade, mas critica "dicotomia" da imprensa
| Agência Brasi l |
| José Sarney |
Na última quarta-feira (24), durante apresentação do relatório das atividades do Senado em 2009, José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, defendeu a liberdade de imprensa e ao mesmo tempo criticou a atuação de veículos de comunicação. Na ocasião, o senador classificou de "artificiais" as denúncias sobre os atos secretos do Senado.
Referindo-se à imprensa como colaboradora do Congresso na divulgação de informações, Sarney fez ressalva de que se deve "equacionar" o papel da imprensa. Segundo ele, o setor "disputa com o Poder Legislativo o papel de porta-voz da opinião pública, sem submeter-se a mandatos ou regras".
"Quero também ressaltar a nossa identificação inseparável com a imprensa. Não podemos aceitar a dicotomia que se tenta impor de Poderes em confronto, mas ter sempre a visão de que a liberdade de expressão é uma garantia constitucional para ser instrumento da comunicação entre as diversas correntes de opinião, nunca para ser um instrumento de opressão e manipulação política", escreveu Sarney no documento. O senador ainda frisou que a imprensa deve atuar em conjunto com a Casa. "Quando o Congresso foi fechado em 1968, não passou um dia sequer que o jornalista Carlos Castello Branco pregasse sua abertura".
Em 2009, o filho do senador, o empresário Fernando Sarney (PMDB-AP), entrou com ação contra o jornal O Estado de S. Paulo . A pedido do empresário, e por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), o Estadão está proibido de veicular informações sobre a "Operação Boi Barrica", que apura supostas irregularidades cometidas por Fernando.
Em dezembro, o empresário chegou a apresentar desistência da ação, o que não foi aceito por O Estado de S.Paulo . O jornal aguarda julgamento do mérito da caso pela Justiça.
Durante entrevista ao programa "Canal Livre", da Band, José Sarney disse que não teve interferência na ação do filho. Na ocasião, disse não ter sido consultado por Fernando sobre o pedido da medida cautelar e, que se ouvido, seria contra a decisão.
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