Nesta sexta-feira (25/7), o 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), promoveu um debate sobre como analisar pesquisas eleitorais. Para falar sobre o tema foram convidados o jornalista José Roberto de Toledo, que coordena o Estadão Dados, e a diretora do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), Márcia Cavallini.
Crédito:Reprodução/ TV Estadão José Roberto de Toledo é coordenador do Estadão Dados Os profissionais falaram sobre as formas de evitar erros comuns ao analisar os dados desse tipo de pesquisa. Nesse sentido, entender como ela é feita é um passo importante. “Verificar o questionário de cada pesquisa é fundamental. É necessário ver a ordem das perguntas antes da divulgação do resultado”, explicou José Roberto de Toledo.
Como exemplo, o jornalista falou sobre uma pesquisa feita há dois meses pelo Instituto Sensus sobre o desempenho dos pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Ao invés de usar o tradicional formato de disco como gráfico, a entidade preferiu seguir um outro parâmetro. “Eles fizeram uma lista com candidatos em ordem alfabética. Assim, Aécio Neves saiu com ganho de quatro pontos”, disse o jornalista.
Relação de amor e ódio
Apesar das críticas aos jornalistas que fazem análise equivocada das pesquisas eleitorais, o painel trouxe reflexões sobre melhores formas de usar as estatísticas. Ao iniciar o debate, Márcia disse que há uma “relação de amor e ódio” entre a mídia e os institutos. “A imprensa concentra a cobertura das eleições na divulgação dos resultados. Só que há muito mais informação a ser ressaltada”, destacou.
A executiva aproveitou ainda para explicar como são feitas as pesquisas do Ibope, na maioria das vezes, em domicílios. Isso para evitar levantamentos clonados, feitos por partidos e instituições ou por solicitação de empresários que buscam saber qual a tendência para apadrinhar a campanha do candidato que tenha maior percentual de vencer. “A boataria é tanta que para evitar problemas os clientes preferem nos procurar”.
Em suas considerações finais, Toledo destacou a importância dos jornalistas saberem interpretar dados. “Escrevemos errado”, disse, ao ser confrontado sobre as manchetes que não consideram a margem de erro das pesquisas. Márcia concordou com o colega, ressaltando que “a análise será mais consistente” quando os repórteres se informarem melhor.
* Com supervisão de Danúbia Paraizo
Crédito:Reprodução/ TV Estadão José Roberto de Toledo é coordenador do Estadão Dados Os profissionais falaram sobre as formas de evitar erros comuns ao analisar os dados desse tipo de pesquisa. Nesse sentido, entender como ela é feita é um passo importante. “Verificar o questionário de cada pesquisa é fundamental. É necessário ver a ordem das perguntas antes da divulgação do resultado”, explicou José Roberto de Toledo.
Como exemplo, o jornalista falou sobre uma pesquisa feita há dois meses pelo Instituto Sensus sobre o desempenho dos pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Ao invés de usar o tradicional formato de disco como gráfico, a entidade preferiu seguir um outro parâmetro. “Eles fizeram uma lista com candidatos em ordem alfabética. Assim, Aécio Neves saiu com ganho de quatro pontos”, disse o jornalista.
Relação de amor e ódio
Apesar das críticas aos jornalistas que fazem análise equivocada das pesquisas eleitorais, o painel trouxe reflexões sobre melhores formas de usar as estatísticas. Ao iniciar o debate, Márcia disse que há uma “relação de amor e ódio” entre a mídia e os institutos. “A imprensa concentra a cobertura das eleições na divulgação dos resultados. Só que há muito mais informação a ser ressaltada”, destacou.
A executiva aproveitou ainda para explicar como são feitas as pesquisas do Ibope, na maioria das vezes, em domicílios. Isso para evitar levantamentos clonados, feitos por partidos e instituições ou por solicitação de empresários que buscam saber qual a tendência para apadrinhar a campanha do candidato que tenha maior percentual de vencer. “A boataria é tanta que para evitar problemas os clientes preferem nos procurar”.
Em suas considerações finais, Toledo destacou a importância dos jornalistas saberem interpretar dados. “Escrevemos errado”, disse, ao ser confrontado sobre as manchetes que não consideram a margem de erro das pesquisas. Márcia concordou com o colega, ressaltando que “a análise será mais consistente” quando os repórteres se informarem melhor.
* Com supervisão de Danúbia Paraizo


