José Dirceu critica espaço dedicado pela imprensa à decisão contra o Estadão
José Dirceu critica espaço dedicado pela imprensa à decisão contra o Estadão
Nesta semana, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, criticou o espaço dedicado pela imprensa à cobertura da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) contra o jornal O Estado de S.Paulo . Em seu blog, Dirceu nega que exista censura no julgamento e diz que a reportagem se baseou em exposição de informações sigilosas.
| Agência Brasil |
| José Dirceu |
"A decisão do TJ-DF continua a ser explorada pelos grandes jornalões e pela mídia em geral como censura à imprensa, mesmo quando todos os especialistas que se manifestam à luz do direito reconhecem que ela não configura censura, mas a proibição liminar à prática de uma irregularidade: a divulgação de notícias sobre Fernando Sarney com base no vazamento ilegal de informações retiradas do processo instaurado pela PF e que corre em segredo de justiça", escreveu o ex-chefe da Casa Civil.
Em outra postagem, da última quinta-feira (14), Dirceu criticou o espaço dedicado pelo próprio O Estado contra a suposta censura ao veículo. No texto, intitulado "A ridícula postura do Estadão ", o ex-ministro afirma que, ao publicar informações diárias sobre o tema, o veículo da família Mesquita só ouve fontes contrárias à decisão do Tribunal.
Segundo Dirceu - que teve o mandato de deputado cassado em 2005 pelo plenário da Câmara por quebra de decoro - O Estado sofreu censura apenas na época da ditadura militar, com a vigência do Ato Institucional nº 5 (AI-5). "Agora, o que acontece é que o jornal foi impedido de continuar desrespeitando a legislação publicando informações resultantes de vazamentos ilegais".
Na última quinta-feira (13), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) negou liminar impetrada pelo jornal contra a decisão do desembargador Dácio Vieira. Com o julgamento - proferido pelo magistrado Waldir Leôncio - o veículo continua proibido de veicular informações sobre a "Operação Boi Barrica".Caso descumpra com a determinação, O Estado será penalizado em R$ 150 mil a cada publicação.
Leia Mais
-
-






