"Jornalistas têm que adequar rotina de mãe com a da redação", diz Bia Sant'Anna
Após passar pelas redações de Jornal da Tarde, revistas MTV, Capricho e canal GNT, Bia Sant’Anna chegou ao portal iG em 2009. A jornalista começou na editoria “Gente” e hoje é editora-executiva da homepage do site, além de atuar na coordenação das pautas e organização da redação ao lado do diretor de jornalismo, Rodrigo de Almeida.
Atualizado em 06/02/2014 às 09:02, por
Lucas Carvalho*.
Jornal da Tarde , revistas MTV, Capricho e canal GNT, Bia Sant’Anna chegou ao portal iG em 2009. A jornalista começou na editoria “Gente” e hoje é editora-executiva da homepage do site, além de atuar na coordenação das pautas e organização da redação ao lado do diretor de jornalismo, Rodrigo de Almeida.
Crédito:Arquivo pessoal Bia Sant’Anna acredita na ascensão das mulheres nos cargos de chefia no jornalismo
Bia subiu degrau por degrau em direção ao sucesso na carreira, e hoje é finalista da 10ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, na categoria “repórter de site de notícias”. “Como leitora de IMPRENSA desde a faculdade, foi uma honra. É sempre importante também ver seu trabalho reconhecido, ainda mais com o crescente número de mulheres que se destacam no jornalismo brasileiro”, comemora a jornalista.
Trabalhando com jornalismo digital desde os tempos em que a internet ainda engatinhava no Brasil, no ano 2000, Bia pode testemunhar a ascensão da mulher jornalista no mercado de trabalho. “As mulheres estão conquistando cada vez mais cargos de chefia no jornalismo digital, apesar do topo da pirâmide ainda estar ocupado majoritariamente por homens. Por enquanto”, diz.
Mesmo assim, Bia consegue ver uma nítida diferença na luta que as mulheres enfrentam para se firmar no mercado em comparação aos homens. “Acho que o preconceito foi superado, mas as jornalistas ainda têm de adequar sua rotina de mãe, mulher e também dona-de-casa com a da redação. A dupla jornada existe e a mulher ainda sente culpa quando vai comunicar que está grávida ou então que não pode fazer hora extra porque tem reunião do filho na escola”, afirma.
Mesmo enfrentando muito mais obstáculos no dia-a-dia, Bia acredita que o diferencial que as mulheres podem trazer ao jornalismo reside justamente nessa capacidade de se desdobrar em diferentes obrigações. “As mulheres também são cada vez mais reconhecidas por otimizar o trabalho da equipe, articular negociações com mais sutileza e até produzir em várias frentes ao mesmo tempo. Hoje em dia, só ganha o gestor que consegue enxergar a multifuncionalidade das mulheres em vez de se preocupar se ela vai engravidar depois de um ano.”
Sobre a indicação ao “Troféu Mulher IMPRENSA”, Bia destaca a discussão que o prêmio consegue levantar. “Acho que qualquer prêmio que reconheça o trabalho de jornalistas é importante. Serve até como um momento de reflexão para ver o quão particular é a vida de jornalistas mulheres”, diz.
Disputam com Bia na mesma categoria as jornalistas Benira Maia (NE10 - PE), Fabíola Blah (G1- PE), Laura Ancona Lopez ( Marie Clarie ) e Maria Inês Nassif (Jornal GGN).
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Arquivo pessoal Bia Sant’Anna acredita na ascensão das mulheres nos cargos de chefia no jornalismo
Bia subiu degrau por degrau em direção ao sucesso na carreira, e hoje é finalista da 10ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, na categoria “repórter de site de notícias”. “Como leitora de IMPRENSA desde a faculdade, foi uma honra. É sempre importante também ver seu trabalho reconhecido, ainda mais com o crescente número de mulheres que se destacam no jornalismo brasileiro”, comemora a jornalista.
Trabalhando com jornalismo digital desde os tempos em que a internet ainda engatinhava no Brasil, no ano 2000, Bia pode testemunhar a ascensão da mulher jornalista no mercado de trabalho. “As mulheres estão conquistando cada vez mais cargos de chefia no jornalismo digital, apesar do topo da pirâmide ainda estar ocupado majoritariamente por homens. Por enquanto”, diz.
Mesmo assim, Bia consegue ver uma nítida diferença na luta que as mulheres enfrentam para se firmar no mercado em comparação aos homens. “Acho que o preconceito foi superado, mas as jornalistas ainda têm de adequar sua rotina de mãe, mulher e também dona-de-casa com a da redação. A dupla jornada existe e a mulher ainda sente culpa quando vai comunicar que está grávida ou então que não pode fazer hora extra porque tem reunião do filho na escola”, afirma.
Mesmo enfrentando muito mais obstáculos no dia-a-dia, Bia acredita que o diferencial que as mulheres podem trazer ao jornalismo reside justamente nessa capacidade de se desdobrar em diferentes obrigações. “As mulheres também são cada vez mais reconhecidas por otimizar o trabalho da equipe, articular negociações com mais sutileza e até produzir em várias frentes ao mesmo tempo. Hoje em dia, só ganha o gestor que consegue enxergar a multifuncionalidade das mulheres em vez de se preocupar se ela vai engravidar depois de um ano.”
Sobre a indicação ao “Troféu Mulher IMPRENSA”, Bia destaca a discussão que o prêmio consegue levantar. “Acho que qualquer prêmio que reconheça o trabalho de jornalistas é importante. Serve até como um momento de reflexão para ver o quão particular é a vida de jornalistas mulheres”, diz.
Disputam com Bia na mesma categoria as jornalistas Benira Maia (NE10 - PE), Fabíola Blah (G1- PE), Laura Ancona Lopez ( Marie Clarie ) e Maria Inês Nassif (Jornal GGN).
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, .
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





